Tribuna do Leitor

"Futilidade precoce"


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Venho novamente publicar neste espaço muito interessante que liberta as mais diversas opiniões sobre vários assuntos para o público. Só que desta vez venho em defesa da ideia principal do meu artigo publicado no dia 28/06/2011, com o nome de "Fazer o Certo ou o fácil?". Constatei ontem, após várias horas de pesquisa, que o curso de jornalismo não possui em sua grade curricular a disciplina de psiquiatria, por isso cheguei à prepotente opinião que jornalistas não podem julgar pessoas como "insanas" ou "psicóticas".

Se a fundamentação do meu primeiro artigo fosse transcrita aqui, esta coluna viraria uma doutrina e não uma coluna de opinião. Peço educadamente para que antes que tentem me calar de uma forma subjetivamente ofensiva pensem bastante sobre o significado da frase "liberdade de expressão". Creio que a única preguiça em toda essa história foi a de onze ministros decidirem precipitadamente sobre um assunto delicado, causando, sim, in-segurança jurídica para todos.

Em certo ponto de uma crítica afobada que tive a infelicidade de ler, vejo o seguinte argumento: "Questionar o quê? A mais alta corte do Brasil decidiu assim".Vejo que essa fundamentação, sim, diz muita coisa. Hilários aplausos e novos tapumes para este "cavalo de tróia". Se nada que o STF, "O supremo", decidr pode ser questionado, então estaremos em uma ditadura. E aposto que se a decisão tivesse ocorrido contrària a opinião desta crítica, não diriam "Questionar o que? A mais alta corte do Brasil decidiu assim", e sim estariam publicando um artigo ao lado do meu questionando a precipitação do STF. Não quer dizer que por não compactuar com uma ideia eu não a respeite.

Não nego que existam homofóbicos ou preconceitos diversos e até heterofóbicos, peço que a crítica ofensiva leia intelectualmente no-vamente a introdução do meu artigo em que digo que não estou defendendo ninguém, estou apenas procurando preservar todos de conflitos. Sim, com a atitude do STF algumas pessoas foram beneficiadas em detrimento de outras que não aceitam (e têm direito de não aceitar), e nossos excelentíssimos ministros estão lá para evitar isso e não para defender um partido ou uma ideia e sim fazer o melhor para todos.

Acredito que em uma polêmica dois lados se formarem e se armarem firmemente para se digladiar até um sair descontente e com os mes-mos problemas do início é uma prática infantilmente ridícula. Para finalizar, deixo aqui entre estas palavras o descontentamento de que ainda existam seres humanos que ao não com-pactuarem com uma ideia ou não entendê-la não conseguem discuti-la educadamente, partem para uma absurda agressão com medo de que estejam errados.E para estes volto a dizer: "O mais certo nunca é o mais fácil."


João Gabriel Ostti - leitor e estudante de Direito

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