Ribeirão Preto - A Agência Nacional de Águas (ANA) contratará um estudo para avaliar regionalmente a vulnerabilidade do aquífero Guarani à contaminação e para definir medidas de proteção das águas.
A análise, que será feita no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, deve durar dois anos.
Segundo o gerente de águas subterrâneas da ANA, Fernando de Oliveira, a estimativa é que o levantamento custe R$ 5 milhões. "O estudo faz parte de ações preventivas", disse. O trabalho deverá ser usado pelos Estados para a gestão de recursos hídricos subterrâneos.
Além de avaliar a contaminação das águas, o estudo deve fazer um mapa de fontes potenciais de poluição.
Como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, já havia feito um estudo de vulnerabilidade em áreas de afloramento do aquífero, o levantamento da ANA deve complementá-lo.
Divulgado em março, o estudo do IPT mostrou que o maior vilão do aquífero são lixões desativados e que os canaviais são maioria entre as chamadas zonas de potencial risco, devido aos agrotóxicos.
Para o diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Carlos Alencastre, estudos como esse deveriam ser feitos com mais frequência pela ANA.