Política

Crise entre líder e Emdurb segue acesa na Câmara com novidades

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Repercutiu ontem, ainda, a polêmica iniciada na sessão legislativa da semana passada, quando o líder do governo na Câmara, Renato Purini (PMDB) dirigiu uma série de críticas ao comando (ou falta dele) da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) ao saber por Fabiano Mariano (PDT) que teria sido apontado como responsável pela demissão de dois funcionários de carreira da autarquia municipal no mês de março desse ano.

Mariano utilizou a tribuna na tarde de ontem para comentar o assunto e cobrar da presidência da Emdurb as reais motivações para as demissões. O vereador que também compõe a base de apoio à administração questionou a medida, sendo que os dois funcionários - que também são seus amigos pessoais - desempenhavam bem seus trabalhos, tinham bom relacionamento com os colegas e nunca tinham recebido sequer advertências verbais. "O sentimento é de tristeza e injustiça por mais que esses pais de família tenham sido indenizados", pontuou.

O curioso da história é que não há qualquer interferência de Fabiano na contratação dos colegas. Pelo contrário, eles já atuavam na Emdurb por mais de 10 anos. Mariano é quem se transformou em vereador e só em 2009.

Segundo o parlamentar, a justificativa inicial para a demissão dos funcionários seria a de vazamento de informações sigilosas. "No entanto, tratava-se do ato normativo para definir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Emdurb. Uma coisa que precisa ser amplamente discutida e aberta, mas que estava sendo tratada de forma obscura por beneficiar apenas alguns funcionários", observou Mariano. A gerência da Emdurb disponibilizou as informações na intranet e acusou os funcionários de "motim" pela divulgação.

No entanto, o vereador reafirmou que, na sequência, fora informado a ele que as demissões teriam motivações políticas, com participação do líder Renato Purini. Ao saber disso, na semana passada, o vereador rechaçou a acusação e exigiu retratação por parte da presidência da Emdurb. Nico Mondelli, por sua vez, também negou e empurrou para Mariano a obrigação de dar explicações sobre o caso.

Eleição da Cipa


Ainda sobre as demissões, Fabiano Mariano falou especificamente sobre o caso de um dos funcionários, que trabalhava na Emdurb há 14 anos e é presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, o que garante sua empregabilidade. "Ele ingressou com ação na Justiça e, na defesa da Emdurb, o presidente Nico Mondelli alegou contenção de despesas para justificar a demissão e disse que não sabia que tratava-se do presidente da CIPA. Não sabe de nada", criticou o vereador.

O mandato do funcionário da Emdurb a frente da Cipa terminaria em agosto. No entanto, ele foi reeleito na última semana com 125 dos 475 votos, tendo o sido o mais votado entre 24 candidatos. "Muitos deles impostos", ressaltou Mariano na tribuna, indicando tentativas de pressão para impedir a escolha do funcionário demitido.

O vereador afirmou que esse fato ilustra o que está acontecendo na Emdurb. "Não eram para ser demitidos esses dois funcionários", reforçou Fabiano.

Comentários

Comentários