Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

VINO TINTO FAZ HISTÓRIA


vários amigos vão torcer para a Venezuela nesta reta final de Copa América. Pelo menos no futebol, a galera costuma ficar do lado do mais fraco, coisa do ser humano. Se bem que a Seleção Venezuelana, chamada de Vino Tinto - vinho tinto, porque a camisa é grená ? já não é a mais fraca da América do Sul. A vitória sobre o Chile foi emocionante, porque a Venezuela chegou pela primeira vez entre os quatro melhores do continente, em uma competição de resultados inesperados, onde caíram a anfitriã Argentina de Messi e Brasil, campeão das duas últimas edições. Milhares de venezuelanos, em lágrimas, se reuniram na noite de domingo, em praças e parques, para comemorar a histórica classificação às semifinais. O buzinaço pelas principais avenidas de Caracas varou a madrugada. Até Hugo Chávez, que voltou a Cuba para a quimioterapia - parte de seu tratamento contra o câncer - se animou ao comentar o jogo no Twitter @chavezcandanga. "Fidel (Castro) veio e trouxe a sorte à Vinho Tinto", escreveu o presidente em sua conta na rede social. O futebol era o quinto esporte na Venezuela ? atrás do beisebol, boxe, basquete e atletismo. Agora é o segundo. Invicta, a vinho tinto enfrenta o Paraguai amanhã, por uma vaga na final, quando tenta título inédito do torneio de seleções mais antigo do mundo. Cravo palpite duplo. Equador e Chile também nunca ganharam uma Copa América. Na outra semifinal ? Uruguai x Peru ? aposto na Celeste. A Venezuela é a única seleção sul-americana que nunca participou de uma Copa do Mundo.

____________________


CUIDADO COM A RENOVAÇÃO

Renovar é preciso, mas com cautela. É como certas contratações feitas pelos clubes, caso específico do Noroeste. O importante não é contratar, e sim saber contratar. A Copa América da Argentina deve ter sido a última competição internacional do goleiro Júlio César e do zagueiro Lúcio com a camisa da Seleção Brasileira. Só que muitos garotões não servem para a Pátria de Chuteiras. Sou muito mais Hernanes, até mesmo Arouca ou Willian, do Flamengo, do que o tal Lucas Leiva. Disparado, Miranda do que Thiago Silva. Na verdade, embora safra não seja boa no Brasil, qualquer um deve ser melhor que André Santos, Jadson e outros do grupo de Mano Menezes.

BRASILEIRÃO

Os três jogos do Campeonato Brasileiro, que estavam marcados para anteontem e foram adiados para amanhã, no complemento da décima rodada, ainda tinham horário indefinido. Mas como o Brasil caiu fora da Copa América, as partidas serão às 21h50, e são as seguintes: Palmeiras x Flamengo; Botafogo x Corinthians e Figueirense x Grêmio. Se os brasileiros tivessem passado pelos paraguaios, os três jogos do Brasileirão seriam às 19h30. Corinthians, São Paulo, Flamengo e Palmeiras estão no G4.

Despedida BOA

Com a contratação do substituto de Paulo César Carpegiani, Milton Cruz teve uma bela despedida como técnico interino do São Paulo. A vitória de domingo à noite sobre o Internacional foi a segunda em dois jogos sob o comando de Milton Cruz, que hoje volta a exercer o cargo de auxiliar. Já a chegada de Adílson, que estreia sábado, contra o Atlético Goianiense, no Morumbi, pegou mal entre os são-paulinos. Primeiro, porque Milton é muito querido no clube, enquanto o novo comandante só foi bem no Cruzeiro, que ainda assim perdeu o título da Libertadores de 2009. Adílson Batista foi uma decepção no Corinthians, Santos e Atlético Paranaense.

DESPEDIDA RUIM

Um dos maiores ídolos da história do Internacional, Paulo Roberto Falcão pode voltar a ser cronista esportivo, profissão que vinha exercendo há 14 anos, como comentarista da TV Globo e Rádio Gaúcha, e colunista do jornal Zero Hora. Falcão foi demitido após a minigoleada (3 a 0) que o Colorado levou do São Paulo, em pleno Beira-Rio. Seu trabalho vinha sendo contestado, já que o Inter sofreu a terceira derrota seguida.

AMADORZÃO

Só elogios para a edição de domingo, do JC nos Bairros, que focalizou os redutos dos principais clubes do nosso futebol amador. Parabéns, Wanessa Ferrari, repórter do caderno.


Pênaltis

Neném Pracha já dizia que pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube. Os bons, ou teóricos favoritos, perdem mais as penalidades do que os adversários de qualidade inferior. Foi o que aconteceu com Argentina e Brasil na Copa América, e com os Estados Unidos, na final do Mundial Feminino contra o Japão. Não que a Avaiense seja ruim de bola, porque o experiente repórter e boleiro nas horas vagas, J. Martins, afirma que nunca perdeu uma falta máxima. Nem seus colegas de time, garante. Já a nossa Seleção, não acertou uma cobrança sequer contra o Paraguai. Bem que J. Martins e sua turma poderiam enviar currículo à CBF.


MEMÓRIA

Copa do Mundo da França/1998: França 1 x 0 Paraguai, em Lens, gol de Laurent Blanc. Árbitro: Muhammad Al Bujsaim. Público pagante: 40 mil. França: Barthez; Thuran, Desailly, Laurent Blanc e Lizarazu; Deschamps, Petit (Boghossian), Djorkaef e Henry (Pires); Diomede (Guivarc?h) e Trezeguet. Zidane não jogou. Técnico: Aimè Jacquet. Paraguai: Chilavert; Arce, Gamarra, Sarabia e Ayala; Acuña, Enciso, Paredes (Caniza) e Campos (Yegros); Benitez e Cardozo (Rojas). Técnico: Paulo César Carpegiani.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Picolé, ex-boleiro e futuro vereador de Gália, terra do inesquecível Celso Zinsly.

Comentários

Comentários