Política

Duas empresas concorrem pelo Mauá

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Com licitação aberta no mês passado, a recuperação do viaduto Mauá e seu vizinho 9 de Julho deu mais um passo na tarde de ontem, quando foram abertos os envelopes com a documentação das empresas interessadas em assumir a obra, estimada em R$ 1,2 milhão pela Prefeitura de Bauru. Foram duas as empresas que se apresentaram à Secretaria de Administração, ambas de fora do município.

Preserva Engenharia, de São Paulo, e Bema Construções, de Piracicaba, entregaram envelopes com os documentos que garantem suas habilitações para a execução do serviço, bem como com as propostas de orçamento para a recuperação do complexo viário.

No entanto, as propostas financeiras serão conhecidas após a publicação no Diário Oficial de Bauru (DOB) da habilitação das empresas. A parte documental já foi aprovada pela comissão responsável pela licitação. Cabe agora à Secretaria de Obras avaliar se as empresas concorrentes estarão aptas tecnicamente para executar a obra. "Isso é necessário, pois nós não temos como fazer esse tipo de avaliação", explicou a presidente da comissão do processo licitatório, Salemar Aparecida Scriptore.

A expectativa é de que a habilitação ou não das empresas à concorrência pública seja divulgada na edição do próximo sábado. No entanto, os envelopes com as propostas financeiras devem ser abertos entre os dias 3 ou 4 de agosto, segundo Salemar. Isso porque as empresas terão cinco dias úteis para recorrer da decisão da Secretaria de Obras.

O prazo será concedido mesmo que as duas empresas estejam autorizadas a participar da licitação, pois existe a possibilidade de impugnação da habilitação de sua concorrente. Salemar pontua que, caso não sejam apresentados recursos contra o processo, a data da abertura das propostas orçamentárias deve ser publicada no DOB de 2 de agosto para um ou dois dias depois.

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Vereador acompanha


Fabiano Mariano (PDT) acompanhou a abertura dos envelopes com a documentação das empresas interessadas na execução das obras para a recuperação do Viaduto Mauá, interditado há três anos. O vereador acompanhou o processo e fez algumas perguntas à comissão responsável sobre prazos para que a obra pudesse ser, de fato, contratada. "Estamos otimistas e vamos continuar cobrando agilidade para que esse problema enfrentado pela população seja resolvido de uma vez por todas", pontuou.

Com a proibição do tráfego sobre o viaduto Mauá desde 2008, todo o fluxo de veículos na ligação entre o Centro e a Zona Oeste da cidade está concentrado no ?vizinho? 9 de Julho, que também apresenta problemas e receberá manutenção.

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Empresas alegam experiência


A Secretaria Municipal de Obras vai analisar os documentos que comprovam a experiência técnica das empresas com obras de recuperação de estruturas viárias. No entanto, representantes das duas empresas concorrentes que estiveram presente na abertura dos envelopes documentais garantiram que estão aptos para executar o serviço.

O engenheiro Alexandre Rocha, da Preserva Engenharia, afirmou que a empresa já trabalha na recuperação de viaduto do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). A empresa atua há seis anos no ramo. "Normalmente os problemas do viaduto em questão são recorrentes em diversos deles. Acredito que possamos concluir a obra em seis meses", pontuou.

O prazo estabelecido é inferior ao máximo permitido pelo contrato da recuperação das alças dos viadutos, que é de oito meses. No entanto, o representante administrativo da Bema Construções trabalhou com a possibilidade de entregar as estruturas prontas no mesmo espaço de tempo de seu concorrente. "Estamos no mercado há quase 40 anos. Atualmente estamos trabalhando na construção de novas pontes em Piracicaba e em Sorocaba, mas também na reforma de uma em Jundiaí, que, provavelmente, estava em condições mais preocupantes que a do viaduto Mauá", pontuou.

Para saber quais os problemas e o que precisa ser feito nos viadutos Mauá e 9 de Julho, a administração contratou, no ano passado, um estudo à empresa Ieme Brasil Engenharia Consultiva S/C Ltda. Para isso, o município desembolsou R$ 120 mil e anunciou que a recuperação das estruturas seria concluída em julho desse ano.

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