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Bauru tem 16 programas stricto sensu

Da Redação
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Terminar a graduação e buscar um futuro na carreira acadêmica é o objetivo de muitas pessoas. Para isso, os programas stricto sensu - mestrado e doutorado - são essenciais. Em Bauru, a oferta existe em diferentes áreas, porém, a quantidade de cursos e a qualificação desses programas poderia ser ainda maior e melhor qualificada considerando o patamar da cidade.

Atualmente, segundo levantamento feito pelo JC na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Bauru possui 16 programas stricto sensu. São dez ofertados pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), três pela Universidade de São Paulo (USP), dois na Universidade Sagrado Coração (USC) e um na Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Dentre esses programas, existem 14 mestrados acadêmicos, sete doutorados e dois mestrados profissionais. O número apresentado e a amplitude das áreas - que perpassa as áreas de exatas, biológicas e humanas - poderia ser visto com bons olhos. Entretanto, para o ex-vice-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e ex-diretor de Ciências Humanas Sociais Aplicadas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Jobson de Andrade Arruda, a situação deveria ser melhor.

"Para a população de Bauru apenas, esse número seria suficiente. Porém, a cidade é um centro conurbador da região. É um centro universitário que atrai pessoas das cidades que estão em volta. Por isso, esse número deveria ser maior", informa.

Para ele, quem deveria "puxar" essa quantidade são as instituições públicas de ensino estaduais e federais existentes na cidade. "É preciso que USP e Unesp invistam mais na pós-graduação. Aumentar a quantidade desses programas deve ser fruto da ação pública".

Segundo o professor, as instituições privadas estão desempenhando um bom papel, uma vez que "elas possuem uma limitação já estabelecida, que é a financeira, e estão conseguindo se sair bem tanto no número de cursos quanto nas notas apresentadas. A nota 5 do programa da ITE é algo que merece muito destaque justamente por isso. Elas entendem as limitações e agem assim".

O professor analisa que, além de mais investimento no corpo docente, as instituições públicas de ensino de Bauru precisam explorar a interdisciplinaridade. "Por exemplo, uma pessoa que é formada em informática e biologia. Pode-se criar um curso de pós que envolva essas duas áreas. As instituições públicas precisam investir e criar programas sobre essa fronteira do conhecimento. Existem muitas pessoas, hoje, formadas em áreas distintas".

Notas


Todos os programas stricto sensu são avaliados trienalmente pela Capes em uma escala que vai de 0 a 7. Quem recebe os índices 1 e 2 é descredenciado pelo órgão, sendo que a qualidade é crescente de acordo com a nota obtida.

Em Bauru, as avaliações variaram entre 3 e 5 (veja no quadro ao lado). Para o professor Jobson, a nota 5 é vista como "muito boa", porém, assim como a quantidade de cursos, a qualidade também deveria ser melhor.

"Mais do que a nota, é preciso analisar o momento do curso. É preciso ver se é um nota ascendente ou decrescente. Instituições de excelência não podem apresentar uma redução na nota. A USP tem nota 5 no programa de Odonto. Na próxima avaliação, ela precisa ter nota 6. Essas instituições precisam ter a nota mínima 5 e somente avançar", afirma o professor José Jobson.

Na Unesp, em Bauru, há três programas com a nota 5 e sete com avaliação inferior. Na USP, há um programa apenas com essa nota, sendo que os outros dois receberam o índice 4 na última avaliação da Capes.

"Essas instituições públicas recebem mais investimentos, mais bolsas de pesquisa e a maior atenção de agências de financiamento. Elas possuem o dever de ter as maiores notas", conclui o professor José Jobson de Andrade Arruda.

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Produção internacional


Para a maioria dos gestores e especialistas, o que ainda falta para as instituições galgarem melhores notas na avaliação da Capes é a internacionalização da produção científica. É o que diz o presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, Paulo Conti.

Na instituição, há dois programas stricto sensu: o de Odontologia, com mestrado e doutorado, que recebeu nota 5; e o de Fonoaudiologia, avaliado em 4. "A nota da Odontologia é satisfatória e o que mais falta é aumentar a publicação internacional. Acreditamos que conseguindo aumentar essa produção internacionalizada, conseguiremos chegar a esse ponto".

Em relação ao programa de Fonoaudiologia, ele explica que a nota pode crescer em breve. "Estamos tentando implementar o doutorado no programa. É algo que será julgado este ano e acreditamos que possa elevar a nota", completa Conti.

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Programa da ITE é o 7.º melhor do País em direito, diz a Capes


Segundo avaliação da Capes, a Instituição Toledo de Ensino (ITE) possui a segunda melhor nota de todo o Estado de São Paulo no programa de pós-graduação - mestrado e doutorado - em direito. Com tal avaliação, em todo o país, o programa é o sétimo melhor na área.

O programa da ITE, denominado Sistema Constitucional de Garantia de Direitos, foi avaliado com padrão de qualidade 5, o que, segundo os parâmetros da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é considerado "muito bom". Com essa nota, a instituição somente fica atrás no Estado para a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e para a Universidade de São Paulo (USP), ambas com avaliação 6.

O coordenador do Conselho Gestor da instituição, Antônio Eufrásio de Toledo Filho, afirma que, apesar de muito satisfeito com a nota, espera conseguir chegar à excelência na próxima avaliação.

"Nosso principal objetivo é aumentar a produção científica. Inclusive com a internacionalização dessa produção. Chegar ao nível 7 é quase utópico, porém, acreditamos que o 6 é algo possível", explica o coordenador do Conselho Gestor.

No período avaliado - de 2007 a 2009 -, o programa contou, segundo a Capes, com 17 docentes permanentes e 81 dissertações defendidas. Em relação à produção, foram mais de 80 artigos publicados em periódicos científicos, 30 trabalhos em anais e eventos, 146 capítulos de livros e 25 textos integrais.

Atualmente, o programa de pós-graduação da instituição envolve mestrado e doutorado. Porém, começou apenas com o curso de mestrado, em 1998. Nove anos depois, em 2007, começou a ser ofertado o doutorado. De acordo com Antônio Eufrásio de Toledo Filho, a média de tempo para um aluno concluir o mestrado é de 3 anos. Já o doutorado demora um pouco mais: cerca de 3 anos e meio ou 4 anos. Ambos os cursos estão com inscrições abertas até o próximo dia 9. São 25 vagas para o mestrado e cinco para o doutorado.

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Mestrado e doutorado em Bauru


Nota 5

Ciências Odontológicas Aplicadas - FOB/USP

Ciência e Tecnologia de Materiais - Unesp

Desenho Industrial - Unesp

Educação para a Ciência - Unesp

Sistema Constitucional de Garantia de Direitos - ITE


Nota 4

Fonoaudiologia - FOB/USP

Ciência de Reabilitações - HRAC/USP

Comunicação - Unesp

Engenharia Mecânica - Unesp

Nota 3

Engenharia Civil e Ambiental - Unesp

Engenharia de Produção - Unesp

Engenharia Elétrica - Unesp

Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem - Unesp

Televisão Digital: Informação e Conhecimento - Unesp

Biologia Oral - USC

Odontologia - USC


Fonte: Avaliação trienal de 2010 da Capes

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