? 115 anos de Bauru
A uma semana do aniversário da cidade, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) aposta na quantidade de obras para marcar sua administração nos 115 anos da cidade, a serem comemorados no próximo dia 1 de agosto, uma segunda-feira. Como mostramos na edição de ontem, na programação destaque para duas obras na área ambiental. Porém, a mais sonhada e necessária delas, a Estação de Tratamento de Esgoto do Distrito Industrial, ficou para o próximo governo.
? Tempo de calmaria
Tirando umas briguinhas isoladas lá e cá, como a do vereador Renato Purini com a "turma do Rubito" na Emdurb, o governo de Rodrigo vive uma fase de calmaria política. Um político experiente disse, anteontem, que a falta de grandes (no sentido de elevadas) discussões se dá justamente por conta do perfil do prefeito, que não vai a fundo nas discussões políticas, preferindo encerrá-las com algum tipo de concessão e pronto.
? O fato da semana
O que tem agitado a cena política ainda é, uma semana depois do anúncio oficial, a pré-candidatura do ex-prefeito de Agudos José Carlos Octaviani (PP) à Prefeitura de Bauru. O fato serve para várias análises, entre elas a de que boa parte da população já está ligada no processo eleitoral de 2012. A tribuna do leitor do JC ainda não parou de receber cartas pró e contra a candidatura. Leia na pág. 32.
? PR sob acusação
A série de acusações ao Partido da República (PR), que culminou com a queda do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e de diretores do Denit, chega até o único deputado federal da região ? Milton Monti, de São Manoel. O ex-administrador da famosa Feirinha da Madrugada, de São Paulo-Capital, Geraldo de Souza Amorim acusa Monti e Waldemar da Costa Neto de pedido de propina para mantê-lo no cargo. Está no jornal Folha de São Paulo, de ontem.
? Não foi localizado
O JC tentou contato com o deputado Milton Monti durante boa parte da tarde de ontem, mas não o localizou. Na reportagem do jornal paulistano, não há a versão de Monti. A história contada por Geraldo Amorim envolve outros políticos, como o vereador de São Paulo Agnaldo Timóteo, entre outros. É mais um capítulo do temporal que se abate sobre o PR.
? Tucanos sindicais
De olho nas eleições, o PSDB decidiu criar um braço sindical e quer atrair o segmento com bandeiras como a redução da jornada de trabalho a 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário. A estratégia tucana é agressiva: o partido vem filiando sindicalistas com a promessa de vagas para disputar as eleições municipais.
? 350 sindicalistas
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil em São Paulo, Antônio de Sousa Ramalho, que é tucano, disse que a meta é filiar 350 sindicalistas. A estratégia é nacional: em Minas Gerais, o presidente do partido, o deputado federal Marcus Pestana, diz que a intenção é filiar 150 sindicalistas no próximo dia 20.
? Muitos caciques
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), única central com alguma relação com a oposição, diz que o PSDB "subiu no salto alto?? e dá a impressão de que não gosta de sindicalistas: "A aproximação não pode ser feita de maneira casuística??. De fato, o PSDB sempre foi um partido de muitos caciques e poucos índios. O resultado está nas urnas.