São Paulo - O empresário Rivaldo Sant?Anna, vice-presidente da Associação União dos Distribuidores de Frutas do Estado de São Paulo, acusa o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) de chefiar esquema de cobrança de propina na Feira da Madrugada, em São Paulo.
Ele diz ter se reunido com o político no segundo semestre do ano passado, após mudança no comando da administração da feira. De acordo com Sant?Anna, o esquema é operado por Eloy Arcas Júnior e Arnaldo Bernardo, funcionários do Ministério dos Transportes em São Paulo que integram o grupo que constituiu e administra a feira.
Segundo o Portal da Transparência, os dois são funcionários da Valec, empresa estatal de ferrovias, mas estão cedidos para outros órgãos. Arcas Jr. está lotado no Dnit, e Bernardo no próprio ministério.
Rivaldo Sant?Anna afirma que levou a informação sobre a suposta cobrança de propina a Valdemar, que lhe teria pedido que "não se metesse". "Ele disse, ?ó, os meninos que estão lá, estão para resolver isso?. Eu falei ?mas não tão resolvendo nada. Eles estão cobrando propina?. Aí ele disse: ?Ah, deixa eles quietos, não se mete nisso?", contou ao "O Estado de S. Paulo".
Sant?Anna diz acompanhar a Feira da Madrugada desde o início porque representa os comerciantes cerealistas que vendem seus produtos no entorno do terreno onde hoje está situada a feira. Segundo ele, desde que a Feira da Madrugada começou, a prefeitura tenta retirar os comerciantes do local.
O empresário afirma que, em 2010, após a saída de Geraldo Amorim do comando da administração, ouviu de pessoas que sublocam espaços na feira que Valdemar passara a mandar em sua administração.
O deputado Valdemar Costa Neto disse, por sua assessoria, que "desautoriza qualquer pessoa a falar em nome dele ou do partido para entendimentos no âmbito da gestão pública", e afirmou que pode processar criminalmente quem venha a fazê-lo.