O número de quenianos que precisarão de ajuda humanitária e alimentos aumentará para 3,5 milhões até setembro, informou a Organização das Nações Unidas nesta terça-feira, enquanto autoridades europeias alertaram que tais crises voltarão a acontecer se não houver investimento em esforços de prevenção.
Cerca de 11,6 milhões de pessoas estão passando fome no "triângulo da morte" que assola o Quênia, a Somália e a Etiópia, sendo que algumas das áreas atingidas pela fome estão localizadas em regiões controladas por rebeldes no sul da Somália, aumentando a pressão sobre doadores por uma resposta à crise.
"Os distritos mais afetados estão no norte e nordeste do Quênia, onde a insegurança alimentar deve atingir níveis de crise em agosto e setembro", disse Aeneas Chuma, coordenador humanitário da ONU no Quênia, em coletiva de imprensa após uma avaliação das áreas atingidas pelas secas.
O Quênia, onde cerca de 2,4 milhões de pessoas estão passando fome, declarou a seca como um desastre nacional no final de maio, enquanto a ONU classificou a situação no país, maior economia do leste da África, como uma emergência, um nível antes do estágio de fome.