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Comércio eletrônico é tema de evento

Neto del Hoyo
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Será realizado neste sábado, a partir das 8h na Associação Paulista de Medicina (APM), o 2º Seminário de Comércio Eletrônico em Bauru. Considerado o maior evento do ramo no Interior paulista, o congresso organizado pelo Laboratório de Novas Mídias Digitais reúne oito palestras voltadas para empresários, empreendedores e profissionais do ramo. "Conhecer estratégias e dicas de como atuar no comércio eletrônico é fundamental para se repensar os processos, ampliar os horizontes e apostar em inovações neste setor que ainda tem tanto para crescer e ser explorado", explica Pedro Rocha Gadelha, organizador do evento.

Dentre as participações, destaque para a palestra com Maurício Vargas, idealizador e fundador do site ?ReclameAqui?, considerado protagonista da revolução nas relações entre empresas e os consumidores no Brasil. "Para se ter uma ideia, hoje o Procon tem uma média de 300 mil reclamações, enquanto o ?ReclameAqui? tem quase 600 mil", destaca Gadelha.

Em contato com a reportagem do JC, Maurício Vargas apontou a importância da iniciativa para consolidar o mercado também no Interior. "É bastante salutar esse tipo de evento, pois as empresas que ainda estão no mundo real daqui a pouco vão para o mundo virtual. E entrar nesse universo parece fácil, mas não é. Entrar na Internet é ?dar a cara para bater?", diz o empresário enfatizando o número de reclamações de serviços mal prestados em seu site. "Só neste ano temos quase 1 milhão de reclamações, sendo que 37% são de lojas virtuais. Se grandes empresas ainda não conseguem se estruturar para atender o consumidor, imagine as pequenas. As práticas devem ser analisadas e seminários como esse ajudam os que tem interesse em empreender na Internet", diz.

O evento deste sábado, que se estenderá até as 13h, também contará com apresentação dos cases das lojas virtuais da "Melissa" e da "Cisne Calçados e Confecções". "São duas realidades diferentes, duas experiências com vendas pela Internet que irão agregar muito aos participantes. Enquanto os representantes da Melissa falarão dos desafios e sucessos colhidos em âmbito nacional, Sérgio Motta, diretor da Loja Cisne, contará sobre a atuação regional de seu negócio no E-commerce", explica o organizador.

Para Gadelha, a oportunidade apresentará aos participantes a experiência da atuação passada diretamente por quem convive com ela e colhe os frutos de seus negócios. "É uma chance única. Alguns números que nos são apresentados apenas reforçam isso. Hoje, para se ter uma ideia, as pesquisas apontam que mais de 4 milhões de pessoas farão sua primeira compra pela Internet em 2011. É um mercado que ainda está engatinhando no Brasil, e que por isso mesmo tem carência de profissionais e até mesmo de informações", diz.

Interessados em participar do 2º Seminário de Comércio Eletrônico devem acessar o site da organização (www.lnmd.com.br) e preencher a ficha de inscrição. Os valores antecipados são de R$ 80,00, sendo que no dia o ingresso custará R$ 100,00. A organização ainda lembra que o número de participantes é limitado a 200 pessoas.

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?Circuito ReclameAqui? deve ser em outubro


Outro evento já agendado para este ano deve atender o mercado do comércio eletrônico e seus interessados. O Laboratório de Novas Mídias Digitais garantiu a primeira edição do "Circuito ReclameAqui" fora das Capitais brasileiras. "Já agendamos para o dia 20 de outubro um seminário em Bauru. E isso será inédito, uma vez que estamos viajando pelas capitais do País e será a primeira vez fora dos grandes centros que faremos esse evento", conta Maurício Vargas, proprietário do site.

Ao contrário do que muitos pensam num primeiro momento, há 11 anos no mercado o "ReclameAqui" não é uma espécie de Procon da Internet. O site, na verdade, trabalha como medidor de reputação das empresas. "Hoje estamos chegando a 5 milhões de consumidores cadastrados, com 5 milhões de visitas ao mês, 7 mil reclamações por dia e um volume de 400 mil pesquisas diárias. Na verdade não somos um órgão que trabalha como o Procon. Apesar do nome, o ?ReclameAqui? é um site de pesquisas, não de reclamações. O consumidor entra para ver a reputação de determinada empresa. Como acontece de maneira semelhante nos sites de compra como ?Mercado Livre?, onde você pode analisar o vendedor, funcionamos como uma espécie de medidor das empresas baseando-se nas reclamações feitas", explica Vargas.

Tal iniciativa é facilmente traduzida em um ranking de reclamações onde são apontadas as empresas com maior número de clientes descontentes nos últimos 12 meses e nos últimos 30 dias, assim como as com melhor índice de solução destes problemas.

O empresário destaca o impacto dos serviços prestados pelo site nas grandes empresas para exemplificar a importância da prestação de um serviço de boa qualidade. "No ano passado, uma grande rede de lojas que mantém um site de vendas na Internet foi proibida pelo Ministério Público de vender pela rede no Estado do Rio de Janeiro depois do órgão ter se baseado nas queixas do ReclameAqui", exemplifica Vargas.

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