Nacional

Manifestação sindical na Paulista reúne 15 mil e evidencia racha

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Com apoio da Prefeitura e do governo do Estado de São Paulo, cinco centrais sindicais encabeçadas pela Força Sindical promoveram uma manifestação ontem para protestar contra a política econômica do governo federal. Os participantes - 15 mil segundo a Polícia Militar e 80 mil segundo os organizadores - foram em passeata desde a praça Charles Muller, no Pacaembu, até a Assembleia Legislativa.

A Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) acompanhou o percurso mas não conseguiu evitar o fechamento de quatro pistas da avenida Paulista. O trânsito ficou complicado em toda a cidade desde cedo, quando cerca de 200 ônibus começaram a chegar ao Pacaembu transportando representantes dos sindicatos filiados às centrais.

Os manifestantes reivindicavam pautas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, regulamentação da terceirização, redução dos juros, fim do fator previdenciário, reforma agrária e urbana, entre outras.

Dois helicópteros foram contratados pelos organizadores por cerca de duas horas para transportar fotógrafos e cinegrafistas que acompanhavam o protesto. O custo do aluguel das aeronaves, ônibus, cinco carros de som e alimentação dos participantes não foi informado. Segundo a Força Sindical, as despesas foram divididas entre as várias centrais e sindicatos.

A manifestação foi convocada para "sensibilizar a sociedade, o governo e o Congresso Nacional da importância de se aprovar a Agenda Unitária da Classe Trabalhadora". Além de reivindicar mudanças na política econômica - redução dos juros, desenvolvimento distribuição de renda - as centrais listaram outras palavras de ordem menos precisas como o "combate a todas as formas de discriminação e violência e soberania nacional e autodeterminação dos povos".

O protesto evidenciou o racha entre as duas principais centrais sindicais, a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, disse que os temas apresentados na manifestação foram discutidos no ano passado com todas as centrais sindicais, incluindo representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Sentimos a falta da CUT na manifestação", disse o sindicalista. "Seria importante a presença deles, porque tenho certeza que eles trariam mais pessoas para essa mobilização". A direção nacional da CUT informou que não participou por considerar que a luta prioritária no momento é o fim do imposto sindical.

Comentários

Comentários