Cultura

Erik Breslau comemora 30 anos de Country

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

As constantes mudanças no gosto do público e o foco da mídia podem fazer com que determinado estilo musical desça do topo da lista de preferidos a um reduto de aficionados. Hoje à noite, no Jeribá Bar, o músico Erik Breslau comemora 30 anos de country e mostra que o estilo se mantém vivo entre o público brasileiro, embora sem os holofotes dos anos 80.

No começo, entre 1981 e 1982, quando ainda era aluno do curso de inglês, Breslau se lembra que seu então professor Silvio Tadeu de Oliveira (violão e voz) o convidou para formar um trio, juntamente com o amigo Marcos Ulisses Quaggio Mendes, o Roney, (contrabaixo). Nascia o Contrabando, um dos únicos grupos que tocava country naquela época no Brasil.

O reconhecimento foi imediato e o sucesso muito grande, relembra Breslau. "No Brasil, só tinha umas duas bandas em São Paulo. Então, o Interior do Brasil, foi a gente que fez, entre Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e outros Estados. Fomos a primeira banda a tocar country no Interior do País", conta o músico.

Desde aquela época são mais de 300 cidades anotadas na agenda de shows. "Viajei tocando de Santa Catarina ao Pará", comenta.

Além dos 10 anos com o Contrabando, Erik Breslau tem ainda em seu currículo passagens por importantes grupos neste estilo, como The Wild Country Band, The Countryboys e Fun Farm, além de ter tocado durante cinco anos com o músico Fernandes Bernardes, de Araçatuba.

Há cerca de um ano e meio, Éric Breslau decidiu investir na carreira solo.

No show de hoje, Breslau passa por todas as tendências do country, revivendo toda sua carreira, desde composições tradicionais da cultura americana, que contam com mais de 150 anos de criação, até as mais recentes, que tocam nas rádios dos Estados Unidos. "Tem tudo que a gente tocou desde o começo até hoje".

Para ser ainda mais fiel à sua história, Erik recebe convidados que ajudaram a escrever essas três décadas de carreira, entre eles os integrantes da Fun Farm e o baterista Ralinho, entre outros amigos. O músico pretende ainda, fortalecer o estilo em Bauru e região, juntamente com a direção do Jeribá Bar, através do Projeto Jeribá Country Night. "A gente vai tentar sempre trazer alguém para tocar country, porque público tem, mas falta opção de lugares", adiantou.


Quarto de Milha


O mercado atual para o estilo, reduzido desde a explosão do Sertanejo Pop, pelos idos de 1980, segundo o músico, se mantém hoje graças à forte ligação entre a música e a paixão por cavalos. Principalmente, entre criadores e admiradores da raça Quarto de Milha. "Sempre que tem evento do cavalo Quarto de Milha, como teve recentemente o Campeonato Nacional, em Avaré, me apresento muito. O pessoal que gosta de música Country gosta de cavalo e vai sempre para os Estados Unidos. Então é um meio onde a gente encontra muitos adeptos. Na região de São Paulo, Jundiaí, tem vários grupos que se mantém tocando em bares, mas a criação do Quarto de Milha cresceu muito no país, então a gente está sempre tocando", explicou.

Além da carreira country, Erik Breslau é professor de violino. São mais de 100 alunos aprendendo a tocar um dos principais instrumentos do estilo, 25 deles emprestados pelo próprio professor.

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