Política

Prefeito fica surpreso com o descredenciamento da Apae

Bruna Dias e Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) mostrou-se surpreso e triste com a notícia do descredenciamento da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que realiza o teste do pezinho em Bauru, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade na manhã de ontem. Ele afirmou ter tomado conhecimento do assunto ao ler o JC na manhã deste sábado.

Depois de 10 anos fazendo o procedimento na cidade, a Apae foi descredenciada para realizar o teste, essencial em recém-nascidos por tratar-se de um exame de prevenção para doenças que podem trazer consequências graves a esses bebês.

"A ideia agora é dialogar com a Secretaria Estadual da Saúde para saber o motivo do descredenciamento. Eu não sei se a Saúde estava sabendo. A Apae depende deste recurso para continuar funcionando", comentou Rodrigo.

O deputado estadual Pedro Tobias também mostrou-se indignado com a situação que tornou-se crítica com a publicação feita no Diário Oficial da União, no dia 26 de julho. "Vamos brigar até o fim para que este serviço permaneça na nossa região. Se não for através da Apae, que seja por outra instituição", disse o deputado em entrevista anteontem ao JC.

Hoje, ele será procurado pelo vereador Fernando Mantovani (PSDB) que, a partir deste domingo, acionará também outros contatos na tentativa de pressionar e reverter a situação.

Até o momento, a entidade e a própria Prefeitura desconhecem o motivo pelo qual o rompimento foi provocado. No entanto, o Ministério da Saúde (MS) afirma que desabilitou a Apae após uma solicitação interna da Secretaria Estadual de Saúde, gestora e organizadora do serviço.

Atendimento


Apae continua prestando o serviço até o dia 15 deste mês. Passada a data, se nada for mudado, as amostras de sangue coletadas do calcanhar de recém-nascidos com até 48 horas de vida, que continuarão sendo feitas nas unidades básicas de saúdes, irão para instituições de Saúde credenciadas.

Atualmente, o serviço pode ser feito no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Entretanto, a secretaria de Estado da Saúde poderá optar ainda por destinar os testes para o Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, ou à própria Apae da Capital.

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Praça no Pousada 2


O prefeito Rodrigo Agostinho, o secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, e o secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, inauguraram, na manhã de ontem, mais uma praça. Esta foi construída em uma área de 5.247 m² de jardinagem e 1.625 m² de calçamento. "Nesta área a população costumava a jogar lixo e hoje a população do bairro, principalmente as crianças, tem um espaço para brincar e fazer algo diferente", destacou Valcirlei.

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Rossi compara com o caso do Rafael Maurício


O vereador Moisés Rossi (PPS), que acompanha o caso a partir do contato com voluntários da Apae, se mostrou indignado com o descredenciamento da entidade para a realização do teste do pezinho. O parlamentar lembra que foram investidos cerca de R$ 2 milhões na estruturação do programa e teme que a Apae sofra consequências semelhantes às enfrentadas recentemente por outra entidade assistencial do município, o Lar Escola Rafael Maurício.

"Eles perderam o convênio com o ambulatório de audiologia, que fabricava aparelhos auditivos e passou por todo o problema com as dívidas porque não conseguiu se manter. Não podemos deixar que isso ocorra com uma entidade como a Apae, que presta serviços essenciais ao município", pontuou Rossi.

Moisés Rossi afirma que entrou em contato com o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), que já ajudou a Apae de Bauru com liberação de recursos de emenda parlamentar para a construção da cobertura do estacionamento da entidade. A ideia é verificar o que pode ser feito para reverter, em Brasília, a medida já publicada no Diário Oficial da União.

O prefeito Rodrigo Agostinho também comparou o caso da Apae com a perda do convênio do Lar Escola Rafael Maurício. Ele afirmou que, caso seja necessário, vai a São Paulo ao longo da próxima semana conversar com o secretário estadual da Saúde.

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