Tribuna do Leitor

Querido pai!


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Lembro-me tão bem do meu tempo de infância, quando você, meu pai, me levava na Praça Rui Barbosa aos domingos para ver e ouvir a banda tocar. Você não imagina a alegria que eu sentia! Vejo-me naquela praça tão feliz e satisfeita!

Lembro-me também que você, muitas vezes, comprava o jornal e me dava o caderno dedicado às crianças. Sentávamos num banco da mesma praça e, juntos, fazíamos as cruzadas, os caça-palavras... Penso que por isso me apaixonei por esse tipo de distração e desenvolvi o gosto pela leitura do jornal, que temos em casa diariamente.

As tias, suas irmãs, moravam bem em frente da praça e, então, o passeio se completava com uma visita a elas.

Lembro-me também das vezes que você me levou na emissora de TV da Bela Vista, quando então acontecia um programa do qual não me lembro muito bem, mas lembro que era você quem me levava.

Pai, mesmo com tantas dificuldades e com muita simplicidade, você soube se fazer presente e ensinar muita coisa! E eu lhe sou muitíssimo grata!

E sou grata também a Deus pela sua existência - 87 anos de vida, quase 88! Que bênção!

Mas... Chegou o dia 30 de julho de 2007, um dos dias mais tristes da minha vida, pois você se foi... É, pai, não tem escolha, todos se vão, não é mesmo?

Sempre digo que o importante é ter coisas boas para recordar das pessoas que se vão. E você deixou muitas recordações deliciosas...

Suas brincadeiras são as mais lembradas: o controle remoto, os trocadilhos, o andar esquisito que você simulava, enfim, tanta coisa que só quem conviveu com você sabe...

Apesar da tristeza por não tê-lo mais entre nós, quando me lembro de você me vem um sorriso no rosto, pois sempre algo me remete a uma brincadeira sua! Quando estamos reunidos, sempre algo nos lembra você e imitamos seu jeito, seu gesto, sua fala... Isso é maravilhoso!

Até os bisnetos, que você não conheceu, falam de você, de tanto ouvir-nos falar.

Você adoraria conhecê-los, meu pai! Ainda mais você, que tanto amava as crianças!

São lindos, todos, e inteligentes. Já são seis! Sua amada Maria Zita tem o maior orgulho dos bisnetos! Era isso, querido Guido! Umas palavras para relembrar sua partida, expressar nossos sentimentos, mas, especialmente, dedicar nossa eterna gratidão!

Muito obrigada por tudo, especialmente pelo que fez pelo meu filho, que você sempre amou (e que te ama muito, sempre!). Deus o tenha, querido pai! Sua bênção! Sua filha, Giselda M. Furquim Genovez, em nome de todos os familiares.

Giselda Furquim Genovez

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