Regional

Duartina superou a crise do bicho da seda diversificando a economia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A estação de Duartina é hoje uma bela cidade de 13 mil habitantes. A economia que durante muitos anos foi sustentada pela criação do bicho da seda e pela fiação da seda atualmente está diversificada, enfatiza o prefeito Aderaldo Pereira de Souza Jr.

"Hoje tem cana, laranja, gado, café, uma fábrica de cadernos, de telhas e móveis. Depois da seda vieram os móveis. Nos últimos 10 anos mudou demais. Foi bom para Duartina porque quando a Bratac fechou o mercado de trabalho perdeu 140 vagas de uma única vez. Ela era a maior empregadora da cidade."

Ele explica que com a entrada dos produtos asiáticos, o mercado da seda ficou difícil para a empresa de Duartina. "O dólar estava cada vez mais baixo e a empresa não tinha como competir, isso aconteceu há cerca de um ano e meio. Grande parte dos agricultores trabalhavam com o bicho da seda. Havia propriedade com até três barracões. Eles migraram para a cana."

Sem o carro chefe da economia, Duartina partiu para outros setores. "As fábricas de móveis despontaram e em seguida, outros segmentos foram decolando por aqui. A fábrica de telhas e a de caderno que hoje empregam muitos moradores. De setembro a fevereiro, período de produção de cadernos, a fábrica emprega uma média de 140 pessoas. Eles vieram de Sorocaba. Na entressafra, empregam cerca de 60."

O maior número de empregos ainda é na agricultura. "Muita gente trabalha na colheita da laranja. Os trabalhadores fazem o trabalho durante oito meses. Nos demais período do ano, passam a fazer pequenos serviços na cidade."

Para o prefeito, Duartina pode se orgulhar de alguns serviços na área da saúde. "A cidade tem aquilo que é um sonho para muitos municípios, uma farmácia social com mais de 400 tipos de remédios gratuitos. A população precisa apenas estar inserido no Programa Saúde da Família."

O atendimento na área não para por aí. " Temos um hospital com 86 leitos que nenhuma cidade de mesmo porte tem. Só mandamos pacientes para Bauru se ele precisar de alguma especialidade, do contrário, atendemos aqui, próximo da família. Temos ainda três PSS."

Para melhorar a qualidade de vida da população idosa e prevenir doenças, a prefeitura faz um trabalho com os idosos do asilo, cerca de 16. "Entregamos a Praça do Idoso e para evitar o sedentarismo implantamos um programa de exercícios. Antes de iniciar o projeto, eles passaram por avaliação médica e física."

O programa tem devolvido a alegria aos idosos e já influencia na menor ocorrência de doenças dessa população. "Toda semana, os idosos saem do asilo e fazem uma atividade diferente. Fazem caminha na cidade, no pesqueiro e passeios."

Na Educação, segundo o prefeito Juninho, a população é servida por são três escolas, uma creche e três Emeis. Na opinião dele, a única coisa que falta para Duartina é ser descoberta pelos empresários.

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Amora vira manjar típico


A história de Duartina está intimamente ligada ao bicho da seda, que durante muitos anos sustentou a economia local. A amora era o alimento do bicho da seda e a cidade possuía uma grande plantação destinada a esse fim. Como a atividade foi encerrada, a saborosa fruta na forma de manjar passou a ser um prato típico. De sabor refinado e exótico, o manjar de amora pode ser apreciado no pesqueiro Santa Luzia, que funciona apenas nos finais de semana, segundo a prefeitura.

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