Política

Sucata leiloada pela prefeitura vai virar aço novo

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru leiloou, na manhã de ontem, as 85 toneladas de sucata mista acumuladas ao longo dos últimos dois anos pelo poder público. Ferro, alumínio, chapas, estruturas de móveis e até carcaças de geladeiras, fogões e máquinas de escrever estão entre os materiais vendidos por R$ 27.200,00 para a empresa Tuim Sucatas, de Bauru. O proprietário conta que tudo será vendido e transportado para uma siderúrgica de Araçariguama (SP).

Apesar de outras duas empresas terem participado do leilão, uma de Pederneiras e outra de Marília, a sucata foi leiloada pelo preço mínimo estabelecido pelo município: R$ 0,32. Os bens inservíveis arrematados pelo empresário bauruense Wagner Cardoso devem ser retirados até o dia 25 de agosto do pátio do Almoxarifado Central, onde estão armazenados.

A Tuim Sucatas compra, vende e transporta sucatas de metal para que sejam recicladas e transformadas em aço novo. Apesar da atividade rotineira, não é muito comum a compra, de uma só vez, de uma quantidade tão grande de material. "Normalmente adquirimos de pessoas que pegam esses materiais da rua e vendem por volta de cinco toneladas por semana. Mas um volume tão grande como esse é mais comum da prefeitura mesmo, que acumula por um bom tempo antes de vender", explica Wagner.

De acordo com o empresário, apesar da oferta pela sucata ter sido correspondente ao preço mínimo aceito pela administração, o valor está acima do praticado pelo mercado. "As outras duas empresas declinaram, mas a gente comprou mesmo assim. O preço médio, atualmente, é de R$ 0,25 por quilo", apontou.

A origem


Diretor da Divisão de Patrimônio Mobiliário, Rodrigo de Paula Carvalho contou ao Jornal da Cidade que os descartes são provenientes de todas as secretarias da administração local. No entanto, grande parte dos materiais que serão leiloados deixou de servir para a Secretaria municipal de Educação. Isso porque, além de possuir a maior estrutura da prefeitura, com cerca de 80 unidades escolares, 20 delas já foram reformadas e ampliadas.

Após ter acumulado dois anos de materiais inservíveis acumulados, a prefeitura estuda a possibilidade de diminuir esse tempo para os próximos descartes. Isso porque, com até 8 toneladas de material, a prefeitura não é obrigada a realizar leilão e pode vender o material descartado a partir de convite a empresas. Um dos principais problemas com o acúmulo de sucata é a possibilidade de que criadouros de mosquitos transmissores de doenças como a dengue surjam no local.

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