Buenos Aires - A Argentina realiza no domingo uma inédita eleição primária, que será um importante indicador sobre se algum candidato terá capacidade de evitar a reeleição, em outubro, da presidente Cristina Kirchner. A presidente peronista lidera as pesquisas com folga, mas a oposição recentemente demonstrou força em eleições locais de regiões importantes.
As primárias foram concebidas para que os partidos definam seus candidatos, mas as agremiações já os escolheram antecipadamente. Por isso, a votação de domingo servirá como uma pré-seleção, já que os candidatos precisam ter pelo menos 1,5 por cento dos votos para oficializar suas candidaturas.
Ou seja, como participam todos os candidatos que estarão na cédula em outubro, a primária é vista como uma espécie de gigantesca pesquisa de opinião. "Vai ser quase como uma pré-eleição presidencial", disse à Reuters a analista política Graciela Romer. "Não vemos que haja no momento uma força alternativa que hoje possa pôr em risco a reeleição de Cristina Fernández (de Kirchner)", acrescentou.
Estão inscritos quase 29 milhões de eleitores.