Campinas -Se aprovada pela Câmara Municipal de Campinas (254 km de Bauru), a cassação do mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), levará ao cargo um suspeito de envolvimento no mesmo suposto esquema de corrupção que gerou o processo contra o pedetista.
O prefeito é acusado de ter sido omisso em esquema de cobrança de propina para contratos com a Sanasa (empresa mista de saneamento).
Caso dr. Hélio seja cassado, quem assume o cargo é o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) - denunciado sob acusação de receber R$ 20 mil de empresários com contratos com a Sanasa.
Por conta disso, Vilagra também é alvo de um pedido de cassação, protocolado na Câmara pelo PSOL. Ele nega envolvimento no esquema.
O julgamento do impeachment de dr. Hélio começou ontem, com a leitura das 1.649 páginas do processo. A votação pelos 33 vereadores de Campinas poderia ocorrer na madrugada de hoje ou durante o dia.
O pedetista foi alvo de três acusações por omissão no pedido de impeachment do vereador Artur Orsi (PSDB).
Os votos serão abertos. Com 22 votos a favor da cassação em qualquer das acusações, dr. Hélio é cassado.
Ele é acusado, além de omissão em relação ao suposto esquema de corrupção, de irregularidades na aprovação de loteamentos e na instalação de antenas de telefonia celular.
Dr. Hélio nega envolvimento em irregularidades. Ele alega que, assim que soube dos casos suspeitos, tomou as medidas cabíveis, com exonerações.
Apesar de manifestação da executiva estadual do PDT de que vereadores do partido deveriam votar favoravelmente ao prefeito, os pedetistas na Câmara que se manifestaram sobre o assunto disseram que votarão pelo impeachment. O PDT tem oito vereadores em Campinas.
O PT diz que também será a favor da cassação. "Temos críticas ao relatório da comissão, mas o PT considera que o voto deve ser de acordo com a conclusão dos trabalhos. O PT rompe com a estabilidade que estava colocada até este momento", afirmou o presidente do partido em Campinas, Ari Fernandes.