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?Viúva negra? é condenada a 18 anos de prisão


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Rio de Janeiro - Heloísa Borba Gonçalves, conhecida como a "viúva negra", foi condenada na noite de anteontem a 18 anos de prisão, segundo o "Jornal da Globo", pelo assassinato de seu ex-marido Jorge Ribeiro, em 1992.

Gonçalves não compareceu ao julgamento no Rio de Janeiro e permanece foragida. De acordo com a reportagem, a polícia pediu ajuda à Interpol (polícia internacional) para localizá-la. A suspeita é de que ela tenha fugido para o Exterior.

A polícia desconfia do envolvimento de Gonçalves em quatro assassinatos e em duas tentativas de homicídio. Algumas das vítimas foram homens com quem ela se relacionava. Por conta disso, ela recebeu o apelido de viúva-negra - espécie de aranha que mata o macho após a cópula.

Mãe de seis filhos, a advogada foi casada quatro vezes. O primeiro marido a morrer assassinado, o securitário Irineu Duque Soares, foi morto a tiros em 1983, no meio da rua, em Magé (RJ), ao lado de Heloísa.

Ela foi denunciada também pela morte de outro marido, Jorge Ribeiro, assassinado em 92, é a principal suspeita da morte do ex-namorado Wargih Murad e do pedreiro que o acompanhava na ocasião, em 1993.

Heloísa é suspeita ainda de tentar matar o filho de Wargih, Elie Murad, e de mandar matar Luiz Marques da Mota, detetive por ele contratado para investigar a morte do pai. Ela teve ainda como companheiro e pai de alguns dos seus filhos Carlos Pinto da Silva, que também já foi denunciado por ter praticado crimes patrimoniais em concurso com ela.

Em uma viagem a Salvador, Silva foi alvejado por disparos de arma de fogo, quando estava acompanhado de Heloísa. Ao prestar depoimento, ele apontou a advogada como possível mandante, voltando atrás um tempo depois.

Após a tentativa de homicídio, Elie Murad começou a investigar a vida da ex-namorada do pai. Descobriu que Heloísa já havia sido condenada por falsidade ideológica e bigamia: ele encontrou duas certidões de casamento realizados na mesma época. Um dos maridos, Nicolau Saad, teve imóveis de seu patrimônio transferidos para os filhos de Heloísa pouco após sua morte - que aconteceu um ano após o casamento.

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