? Um Monti de vice
Depois da publicação da matéria com parte do troca-troca partidário visando 2012, na edição de ontem, inúmeros recém-filiados entraram em contato com a editoria de política para contar as novidades. Aliás, uma especulação forte que surgiu ontem foi a de que o secretário da Saúde, Fernando Monti, poderia ser o vice da chapa de Rodrigo na eleição do ano que vem. Ele vai negar, mas, segundo um integrante do PR, o figurino de vice tem o número de Monti.
? O currículo dele
Vamos ao figurino. O secretário da Saúde é de um partido da base e não do próprio PMDB do prefeito (chapa pura é difícil vingar); seu partido, o PR, tem sólidas relações com o poder central, em Brasília; Monti já foi candidato a vice (de Caio Coube) e se dá bem com Rodrigo. Só é preciso agora combinar com Estela Almagro, com os demais partidos da base e com os eleitores...
? Caso da Funprev
A iminência da apuração de eventuais irregularidades em pagamentos de despesas com pessoal na Fundação de Previdência (Funprev) de Bauru tem alguns ingredientes que não podem ser omitidos. Um é o de que há a mão de gente interessada em dar o troco contra integrantes da atual gestão. Outro é o de que o interesse na milionária carteira para aplicações esconde situações que precisam ser discutidas, como as taxas de administração embutidas no segmento.
? Mais personagens
Mas esses fatos, por outro lado, não podem desmerecer e nem servir de desculpa para barrar a necessária discussão de critérios, regras e condutas no órgão que administra um patrimônio de R$ 250 milhões aplicados em fundos, tudo para garantir a aposentadoria futura do servidor. Mesmo que isso contrarie incógnitas da "Plena" e do "Juvenal". Hora mais do que adequada para a revisão da lei que normatiza o setor e a efetiva fiscalização e controle interno.
? O tempo do roubo
Lei é lei e jurisprudência impõe regra também no jogo político, mas a absolvição política pela Câmara dos Deputados para o processo de perda de mandato contra Jaqueline Roriz é mais um duro golpe na moral da já combalida classe política brasileira. Ela foi pega, em vídeo, recebendo dinheiro, mas como o fato aconteceu antes de seu mandato iniciar, se salvou. No Brasil, só corre o "risco" de perder mandato se roubar depois da posse! Antes, tudo bem...
? Imposto da saúde
E lá vem o grupo que dá sustentação ao governo petista de Dilma Rousseff anunciando articulação para criar um imposto específico para "garantir recursos para a saúde", após a extinção da CPMF. O governo federal se deleita em recordes de arrecadação, inchou a estrutura pública com a multiplicação de ministérios e gasta como "nunca antes na história do País". E quer mais imposto!
? Mais um capítulo
O recurso que contesta a necessidade de 11 votos para a aprovação do IPTU Progressivo não foi acolhido pelo relator do caso na Comissão de Justiça, Moisés Rossi (PPS). A decisão final vai caber ao plenário na próxima segunda-feira. Resta saber se os 10 vereadores que votaram favoravelmente ao projeto vão concordar com seus coautores. Caso a maioria da Câmara o faça, o IPTU Progressivo será submetido a nova votação.