Tribuna do Leitor

Prender funciona, sim


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Levantamento feito em 2010 pelo FBI (polícia federal americana) revelou que os EUA estão com o menor índice de criminalidade nos últimos 40 anos, mesmo vivendo períodos de recessão e desemprego. Isso joga por terra a idiota teoria dessa esquerda que administra o Brasil desde os tempos de FHC, a qual induz ao raciocínio de que o criminoso famélico é uma vítima da injustiça social e que prender não resolve o problema da criminalidade. Resolve, sim!

A população carcerária norte-americana é uma das maiores do planeta. São 2,3 milhões atrás das grades, quase sete vezes o contingente brasileiro. A diferença é que a Justiça norte-americana prende sistematicamente autores de todos os tipos de delitos, inclusive os pequenos, enquanto no Brasil se adota a solução da pena alternativa e uma progressão continuada que beneficia até os crimes hediondos. Lá, o rigor pela tolerância zero a toda sorte de crime é um fator indutivo para não se praticar o crime, pois se sabe que, se capturado, a cadeia será o destino final.

Por aqui, os benefícios que se concedem aos menores infratores e à bandidagem em geral, como penas alternativas ou progressões, é um estimulante à impunidade, é a certeza de que ninguém responderá ao rigor máximo de sua insensatez. A verdadeira diferença entre Brasil e EUA é que lá, as autoridades públicas ouvem o clamor da sociedade, enquanto aqui se valem de "cientistas políticos" ou "entendidos" do governo para tomar decisões. E o resultado todos conhecem bem: discursos de políticas públicas que, ao final, condenam os inocentes e livram os culpados.

Não aguentamos mais sermos vítimas silentes. A sociedade pede o fim da maioridade penal aos 18, cadeia aos infratores e encarceramento por longos anos, sem as soluções mágicas daqueles que vivem rodeados por seguranças pagos com nosso dinheiro. Isso, sim, é covardia.

Ivan Garcia Goffi

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