Muita animação e diversão tomaram conta da avenida Getúlio Vargas na manhã ensolarada de ontem, durante a 2ª Cãominhada promovida pela Prefeitura de Bauru, através da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Cerca de 300 cães, segundo os organizadores, participaram do evento, repetindo os números da primeira edição no ano passado. O objetivo é incentivar a integração entre os donos, além de promover a atividade física e a posse responsável.
O passeio, amplamente democrático, atraiu a presença das mais diversas raças como poodles, lhasa apso, pinchers, bassets, bulldogs, labradores, pugs, border collies que, evidentemente, "desfiliaram" lado a lado do brasileiríssimo vira-latas.
Cães e donos percorreram o trecho entre a quadra 9 da avenida Getúlio Vargas e a rotatória em frente à sede da Polícia Federal. No meio do caminho, pararam para a merecida hidratação, e na volta, na praça Paternon, todos acompanharam um show de "Agilit", com cães amestrados.
O evento faz parte da programação de aniversário de Bauru e tem apoio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), através da Secretaria municipal de Saúde.
Xodó
Embora de tamanhos, cores e comportamento diferentes, os cachorros que estiveram na Cãominhada de ontem têm em comum o amor e a dedicação de seus donos. A pug Lola, de nove meses, dá um pouquinho de trabalho, segundo sua dona Márcia Kuninare. "Ela é filhotinha ainda, então gosta muito de brincar, fazer bagunça, morder os móveis e chinelos", contou. Mesmo assim, é o xodó de Giovana, filha de Márcia, apesar do costume de acordar a família, todos os dias, às cinco horas da manhã.
Já o bulldog inglês Butros, de três anos e meio, se comportava como um lorde, vendo o movimento da cachorrada. "Ele adora criança, é presente o tempo todo, fica dentro de casa e dificilmente late, mesmo se vê alguém passando na rua", contou a dona, Zenaide Budóia de Oliveira.
Diversidade
Bem mais agitados estavam os pinchers Missanga, de três anos, e Bull, de quatro anos. Mesmo no colo de Karina Seawright não paravam de pular e latir. Karina contou que a cadelinha foi comprada de uma forma muito especial. "Ela foi comprada com moedas de R$ 1,00. Tínhamos guardado R$ 200,00 em moedas e usamos para comprar a Missanga. O valor pago pelo Bull, a metade, também foi pago em moedas", lembrou.
Nick, o lhasa apso de um ano e um mês foi quem escolheu os seus donos, lembrou o casal Maurício e Beatriz Pinheiro. "Foi bem essa história do cachorro escolher a gente. Na ninhada, ele veio pulando na nossa frente e nos escolheu", disseram.
O jornalista Eduardo Nasralla contou que vigia o peso da bela Sofia, uma labradora de um ano e meio, que passeava de vagar durante a Cãominhada. "Eu tenho que controlar a ração que ela come porque ela tem tendência a obesidade. Então, se bobear, fica enorme. Ela é muito forte, por isso estou adestrando para que caminhe ao meu lado sem pular", contou.
O basset hound Boris chamava a atenção pelas grandes orelhas, mas seu perfil é mesmo de um amigo carente, disseram os donos José Valério Neto e Márcia Maia Valério. "Ele é manso, mas não gosta de ficar sozinho", descreveu Neto. "Ele fica molinho quando você faz carinho", completou Márcia.
A diversidade do evento teve como exemplo as cadelas Gubi, uma basset de quatro anos, e Lilica, uma autêntica vira-latas de dois anos. A dona Eliane Cristina Pereira contou que as duas se dão muito bem e uma não tem ciúmes da outra, mas quem cuida mesmo do quintal é Gubi.