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Obama deve apresentar hoje o plano para estimular a economia


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Nova York - O presidente dos EUA, Barack Obama, deve anunciar na noite de hoje um pacote de cerca de US$ 300 bilhões para estimular a economia e a criação de empregos. O montante, divulgado pela imprensa americana que cita democratas como fonte da informação, não foi confirmado pela Casa Branca.

O plano chega em um momento em que o presidente é pressionado pelos mais recentes dados econômicos, como o relatório de ontem do Fed (banco central dos EUA) que mostrou enfraquecimento da atividade no país.

A expectativa é que US$ 120 bilhões sejam usados para ampliar a duração do programa que corta a tributação sobre a folha de pagamentos e mais US$ 50 bilhões acabem direcionados ao seguro-desemprego.

Outros US$ 130 bilhões devem ir para programas de infraestrutura (como estradas) e em auxílio aos Estados. O programa, que será apresentado ao Congresso hoje, chega repleto de dúvidas.

A primeira é a sua viabilidade política. Os republicanos detêm maioria na Câmara dos Representantes (deputados) e têm se mostrado contra iniciativas que impliquem em aumento de gastos.

Uma parte do dinheiro poderia vir do aumento da tributação sobre os mais ricos, algo que a oposição também dificilmente aprovará.

A outra grande questão é a eficácia do plano de Obama. Muitos economistas consideram os US$ 300 bilhões (cerca de 2% do PIB dos EUA) são insuficientes para reanimar uma economia que cresceu menos de 1% no primeiro semestre e que tem um desemprego de 9,1%.

A retomada da economia é considerada essencial para o sucesso de Obama na eleição presidencial do ano que vem, mas os dados mais recentes apontam para um cenário nada animador.

O Livro Bege (uma compilação de dados econômicos feita pelo BC dos EUA em diversas regiões) mostra que a atividade nos EUA perdeu força nos últimos dois meses.

O relatório aponta que a indústria se desacelerou na maior parte do país, que o setor imobiliário continua enfraquecido e que, em geral, a atividade econômica se "expandiu em ritmo modesto".

No relatório de julho, o Fed afirmou que a economia "continuou a crescer", mas que o ritmo tinha moderado em várias regiões. Segundo pesquisa da Gallup de agosto, Obama é aprovado por 41% dos americanos, três pontos menos que no mês anterior.

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