Regional

Macaco é capturado após choque

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina – O Zoológico de Bauru recebeu ontem um macaco-prego encontrado ferido com queimaduras caído no chão numa rua próxima da Fazenda Santana, em Bocaina (69 quilômetros de Bauru). O animal, após ser colocado numa gaiola, foi encaminhado ao Instituto Brasileiro de Recurso Renováveis (Ibama) que entregou ao Zoo para os primeiros cuidados médicos.

Na queda, após encostar em fio de energia elétrica, o macaco quebrou o pulso, segundo o médico veterinário Lauro Leite Soares Neto. “O animal estava em alerta, com queimaduras superficiais, possivelmente depois de relar no fio de energia. Foi necessário imobilizar o braço, mas pretendemos devolvê-lo logo para o seu habitat”, declara Neto.

O macaco-prego, do sexo masculino e ainda jovem, foi encontrado assustado às 9h da manhã de por funcionários operacionais da Prefeitura de Bocaina. Chamados ao local, numa rua próxima à Fazenda Santana, o diretor municipal de Meio Ambiente de Bocaina, Plínio Roberto Marques, e o coordenador de Zoonoses do município, Márcio Cunha, resgataram o macaco-prego, colocando-o em uma gaiola, e o enviaram, ainda antes das 11h, para Bauru, depois de contato telefônico com o órgão ambiental.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Bocaina, o macaco-prego estava dependurado em uma árvore da rua, que fica na saída da cidade para Araraquara, provavelmente assustou-se com o barulho de carros e pulou para outra árvore ao lado, mas encontrou, no meio do caminho, não uma pedra, mas um poste de energia com fiação de uma concessionária. Pelos visíveis ferimentos, o macaco-prego levou descarga elétrica e caiu no meio da rua. “Foi difícil colocá-lo na gaiola porque ele estava assustado e, provavelmente, com dor”, conta Márcio Cunha.

Com o aumento da área rural com o cultivo da cana-de-açúcar em Bocaina e na região e, o atual clima seco, que tem provocado queimadas, os animais silvestres e das matas estão fugindo de seu habitat natural e procurando novas áreas de refúgio, o que pode explicar essa aproximação da zona urbana de Bocaina. Há uma semana, um incêndio ocorreu próximo à fazenda Colonheta, distante apenas três quilômetros de Bocaina.

 

 

Cheiro de queimado

 

O macaco-prego chegou ao Zoo de Bauru com dificuldades de apoiar as mãos, relata o médico veterinário Lauro Leite Soares Neto, que prestou atendimento ao animal. “Estava com cheiro de queimado, os pelos estavam chamuscados”, disse.

O animal fraturou o punho direito ao cair da árvore. Ontem, ele foi sedado. “Agora é esperar a recuperação. Esse tipo de macaco não costuma deixar o braço imobilizado. Eles arrancam (a tala). É necessário que se recupere logo para ser devolvido ao seu ambiente natural”, disse Neto.

“Pelas avaliações iniciais, não era o animal dominante do bando. É adulto jovem com cerca de 3 a 4 anos, mas tem que voltar logo ao habitat, porque pode ser rejeitado se for  incluído em outro ambiente”, explicou o médico veterinário.

O Zoológico de Bauru não permitiu que o animal fosse fotografado pelo JC. A justificativa é a de que macaco precisou ficar sedado para atenuar o estresse, após o acidente.

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