Rio do Sul - O medo de saques em meio às cheias levou autoridades de uma cidade catarinense a decretar uma espécie de "toque de recolher". Após as 21h, moradores de Rio do Sul (a 162 km de Florianópolis) são abordados por policiais e aconselhados a ir para casa.
A medida começou a vigorar na última sexta-feira. Policiais militares, civis e até homens do Exército fazem a patrulha das ruas à noite.
O município decretou calamidade pública devido à enchente. De acordo com a Defesa Civil, 18 mil pessoas tiveram que deixar suas casas na localidade. "As viaturas encontram pessoas (na rua à noite), revistam e mandam ir dormir", diz o tenente-coronel da PM Carlos Roberto Fogaça.
Ontem, pela cidade, relatos de saques se proliferavam. A Polícia Militar, no entanto, diz que verificou denúncias e não constatou nenhum furto do tipo.
O gerente de uma farmácia da cidade Alexandre Schwoeder, 31 anos, diz que uma das lojas da rede foi saqueada. "A gente estava com uma sensação de medo. Com a chegada do Exército, dá uma segurança maior."
Mesmo com sol nos últimos dois dias, a maior parte da cidade, de 61 mil habitantes, continuava inundada ontem. Com o comércio fechado, faltavam água e mantimentos para a população.
Ontem, a Defesa Civil do Estado confirmou mais uma morte provocada pelas chuvas, no município de Laurentino. Ronaldo dos Santos, 19 anos, estava em uma embarcação e morreu ao encostar em uma rede elétrica de alta tensão, na sexta-feira. Outras duas mortes ocorreram, em Itajaí e Guabiruba.