Regional

Mulher reclama de atendimento médico prestado pela Santa Casa

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Cafelândia – A demora na transferência de Theresa Pereira Flores, 77 anos, na Santa Casa de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) é questionada por uma das filhas. Ela reclama de mau atendimento da instituição e procurou ontem a Promotoria de Justiça para que apure o caso.

Theresa deu entrada na Santa Casa no sábado por volta das 10h com pneumonia. Durante o dia, o quadro clínico se agravou, mas só foi transferida para outro hospital, em Lins, na madrugada de domingo. A paciente morreu por volta das 7h30.

Lilian Gabriela Ribeiro procurou ontem o JC, porque entende que o hospital foi negligente. Na sua opinião, a demora em transferir a paciente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) agravou o estado de saúde de sua mãe. “Ela foi piorando e só conseguiram transferir na madrugada do dia seguinte, quando a saúde de minha mãe se agravou”, afirmou.

Lilian também entregou na Promotoria de Justiça gravações. Uma delas registra  o provedor discutindo com ela e sua tia.

O provedor da Santa Casa de Cafelândia, Luiz Ângelo Mudóia, nega negligência. “A paciente foi atendida, a demora de transferi-la para outro hospital ocorreu em decorrência de dependermos da Central de Vagas. A transferência ocorreu e demos toda a assistência médica”, afirma.

Mudóia diz que registrou boletim de ocorrência contra a filha da paciente por causa de desentendimento com ele na porta de sua casa.

O provedor diz que a Central de Vagas foi acionada por volta das 13h do sábado. “Não temos UTI no nosso hospital, por isso acionamos a Central de Vagas para a transferência, mas não sai na hora. A transferência foi possível para o hospital de Lins no domingo por interferência do médico que tinha prestado o atendimento em Cafelândia e estava de plantão naquela cidade”, explica.

A paciente, segundo o provedor, tinha mal de Parkinson, diabete, pressão alta e problema vascular. “Sempre que veio aqui foi bem tratada. Não sei o que está ocorrendo com essa filha que reclama do atendimento. Outros membros da família não estão reclamando”, alega Mudóia.

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