Dossiê: tudo sobre estrias
Prezado leitor,
Nos adolescentes, elas aparecem por conta do crescimento rápido e repentino. Nos adultos, por causa do ganho de peso. Nas mulheres grávidas, podem aparecer conforme a barriga e os seios crescem. Estrias, infelizmente, são um problema de pele que pega qualquer faixa etária, bastando que a pele estique e rompa as fibras elásticas. Há pouco tempo atrás, o máximo que se conseguia no tratamento era disfarçar essas temidas listras. Hoje, há diversos tratamentos que apagam essas marcas ingratas. Entenda mais!
Características principais
As estrias são lesões lineares que aparecem com mais frequência nas coxas, no bumbum, nos seios, na barriga (principalmente na gravidez e a partir do quarto mês de gestação) e dorso do tronco (no caso dos homens). As mulheres costumam ser as mais atingidas pelas estrias por conta dos hormônios, mas os homens também as desenvolvem, sobretudo quando têm um aumento de peso considerável. Logo ao surgirem, as lesões são cor-de-rosa e é nessa fase que ficam mais fáceis de serem tratadas. Mais tarde, tornam-se esbranquiçadas. Em pessoas de pele morena, as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. Lembrando que a pele na área afetada fica com uma consistência mais frouxa.
Tem como evitar?
Tem, sim. O principal jeito é não engordar. Isso porque o sobrepeso faz a pele arrebentar como um elástico. O mesmo acontece se você fizer um treino de musculação de hipertrofia por muito tempo. Quando o tamanho e o volume dos músculos aumentam, a pele também tende a esticar.
Outra maneira de evitar é hidratar o corpo todo pelo menos uma vez por dia. Isso porque quando a pele está bem hidratada, as fibras ficam mais fortes e mais difíceis de serem rompidas. Por isso que toda mulher grávida precisa usar e abusar de óleos e cremes. Mesmo pra quem não está grávida, vale investir em um hidratante poderoso (nada de escolher pelo cheiro, hein!). A fórmula precisa conter ativos que ajudam a segurar as moléculas de água nas camadas mais profundas da pele, como fazem a ureia, o PCA-Na e o D-Pantenol. Também deve ter óleos, como o de amêndoas, o de rosa mosqueta e o de uva, que formam uma barreira sobre o corpo, evitando o ressecamento. É importante ter na composição também ingredientes que tornam o tecido mais firme e resistente, tal qual o elastinol. Caso não encontre fácil um creme com tudo isso, peça ao seu dermatologista. Ele pode prescrever um pra você.
Existe algum alimento que ajuda no não surgimento de estrias?
Quem faz dietas pobres em proteínas acaba tendo a pele mais sujeita a estrias, sim. Isso se deve ao fato de que o colágeno precisa desse nutriente pra se formar. Ter sempre à mesa carnes magras, leite desnatado e alimentos à base de soja é fundamental, ok?
Há tratamento?
Claro! Os métodos mais usados para estimular a formação de colágeno, a proteína que preenche (e disfarça) a estria são: o químico, à base de ácidos; o térmico, com lasers; e o mecânico, que usa a microdermoabrasão para renovar o colágeno da pele.
Escolher o tratamento correto ao seu caso depende do dermatologista. E recorra a ele logo que notar os primeiros sinais. Afinal, quando as estrias ainda têm cor rosada, elas somem com mais facilidade. Conheça melhor os tratamentos mais eficientes:
ü Creme à base de ácido retinóico: ele vai estimular a formação de colágeno, melhorando o aspecto das estrias. Pode haver descamação e vermelhidão e a concentração ideal para cada caso deve ser definida pelo dermatologista. É indicado para quem tem poucas estrias. Durante o tratamento você não pode tomar sol.
Peelings: eles têm a mesma ação dos ácidos. Mas fazem isso de um jeito mais acelerado e intenso, ótimo pra quem possui mais estrias. Durante esse tratamento, também não é permitida a exposição solar.
Laser: a aplicação do laser provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, disfarçando a aparência das estrias antigas.
Subcisão: esta técnica consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. O trauma causado leva à formação de novo colágeno no local, que preenche a área e regenera o tecido. Surgem manchas roxas (esquimoses), que fazem parte do tratamento, já que a reorganização do sangue também dá origem à formação de colágeno.
Dermoabrasão: o lixamento das estrias provoca reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno. A vantagem aqui é de regularizar a superfície da pele, que ganha mais uniformidade.
Intradermoterapia: consiste na injeção ao longo e sob as estrias de substâncias que provocam uma reação do organismo estimulando também a formação de colágeno. Além disso, a própria passagem da agulha provoca uma discreta subcisão.
Lembrando que as mulheres que estão amamentando ainda não podem passar por tratamentos à base de ácido. O melhor mesmo é marcar com seu dermato, que vai lhe aconselhar corretamente, ok?
Um grande abraço e até o próximo domingo,
Daniela Hueb