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? Mais restrições

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, defendeu mais limitações à propaganda de cigarros nos postos de venda e a restrição ao uso de sabores artificiais no tabaco. Ele falou durante a sabatina no Senado que o reconduziu à direção do órgão, na semana passada. Os dois assuntos são alvo de consultas públicas em andamento na agência. Barbano abordou outros temas polêmicos, como a proibição dos inibidores de apetite, que deve entrar na pauta da Anvisa nas próximas semanas.


? Fitoterápicos proibidos

A Anvisa decidiu proibir nove produtos fitoterápicos no Brasil. Publicado no Diário Oficial na quarta-feira passada, o veto às substâncias é válido tanto para o uso como para o comércio e distribuição. Os produtos não podem mais circular nem ser vendidos em todo o território nacional desde quarta-feira. A proibição também é válida para unidades dos produtos já encontradas no mercado. Fazem parte da lista o Chá Sete Ervas, Flor da Índia (xarope), Folha Santa e Elixir do Pai João


? Cogumelo

Dois pós-graduandos ligados ao Módulo de Cogumelos da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp estiveram na China, entre 17 de maio e 11 de julho, para participar de um curso oferecido pelo Instituto Jun Cao, ligado à Fujian Agriculture and Forestry University. Meire Cristina Nogueira de Andrade, aluna de pós-doutorado e Fabrício Rocha Vieira, aluno de mestrado, ambos do Programa Energia na Agricultura, orientados pela professora Marli Minhoni, foram os únicos pesquisadores brasileiros presentes ao evento, que teve 41 participantes de 26 países.


? Maior produtor mundial

O curso foi patrocinado pelo Ministério do Comércio da República Popular da China e teve o objetivo principal de divulgar a tecnologia Jun Cao que, pelo seu baixo custo, facilita a implantação da cultura em países sem tradição no cultivo de cogumelos. "É uma forma econômica de produção de cogumelos que se encaixa bem para sistemas de agricultura familiar no Brasil", explica Meire. A China é responsável por 65% da produção mundial de cogumelos que são utilizados na medicina tradicional e na culinária há milhares de anos. O Brasil está longe de figurar entre os principais produtores do mundo.


? Fácil e barato

Na China, a tecnologia tem ajudado a solucionar problemas de abastecimento e auxiliado a produção sustentável de energia. "A partir da gramínea é possível alimentar animais e produzir os cogumelos. O importante da técnica Jun Cao é a integralização do sistema, com bons resultados na alimentação humana, alimentação animal, além da produção de energia através do biogás", ressalta Fabrício. "O curso também abordou tecnologias de cultivo holandesas e japonesas. Mas o destaque foi a difusão desse método de cultivo fácil, barato e com grande viabilidade para países como o Brasil."


? Futuro promissor

"Mesmo havendo uma grande variedade de carnes e grãos no Brasil, existe a tendência de incrementar a produção de cogumelos, tanto os medicinais como os comestíveis", analisa Fabrício. "O futuro da cultura é promissor pela pouca necessidade de espaço físico para o cultivo e a possibilidade de reciclagem de matérias primas, num curto espaço de tempo", argumenta ele.

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