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Cidade de São Paulo registra 71 arrastões a bares até 1 de setembro

Folhapress
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São Paulo - A cidade de São Paulo registrou, até o dia 1 de setembro, 71 arrastões a bares e restaurantes, segundo dados da Polícia Civil obtidos pela reportagem. Na avaliação de associações do setor e da polícia, a pior fase de ataques já passou, mas não há como garantir que eles deixarão de existir.

Mais da metade dos arrastões ocorreu na Vila Madalena, Pinheiros, Itaim-Bibi, Morumbi e Lapa. Mas a Chácara Santo Antônio e a Granja Julieta, na zona sul, tornaram-se os principal alvos dos ladrões no segundo semestre. "A polícia fortaleceu o efetivo nas outras regiões e eles abriram o leque para outras áreas", disse o capitão da Polícia Militar Cleodato Moisés, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital.

A Polícia Civil prendeu dez acusados de envolvimento em 13 casos. Todos eram jovens e, segundo a polícia, participaram dos arrastões por oportunismo. "São jovens que até ontem eram menores. A lei deu a percepção de que eles são impunes e podem fazer o que quiserem", disse o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro. Ele considera o número de arrastões alto. "O lazer do paulista é ir ao restaurante. Um único crime já é muito preocupante."

Os clientes não abandonaram a ida aos restaurantes. Mas, agora, carregam menos dinheiro e documentos. Para representantes do comércio, os arrastões afastaram os clientes, mas, aos poucos, eles "se acostumaram". "A população não se deixou atemorizar", disse o diretor da Associação Nacional de Restaurantes, Alberto Lyra.

O comerciante e advogado Sérgio Floriano, 51 anos, estava entre as vítimas de um roubo a restaurante no Morumbi em 8 de agosto. Após o crime, decidiu parar de sair para jantar. "Nas duas primeiras semanas não fui, mas depois voltei a ir normalmente", contou Floriano. "Agora levo uma carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), um cartão e pouquinho dinheiro."

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