Amã - Soldados abriram fogo e mataram 11 manifestantes após as preces da sexta-feira na Síria, segundo ativistas, num dia em que multidões foram às ruas em várias cidades para pedir o fim da repressão e a renúncia do presidente Bashar al-Assad.
"Ajudem a Síria, ela está sangrando", diziam cartazes levados por manifestantes em Hajar al Aswad, subúrbio de Damasco, onde vivem dezenas de milhares de refugiados das colinas do Golã (território sírio ocupado por Israel).
As manifestações puderam ser vistas em vídeos divulgados pela Internet. As autoridades sírias expulsaram a maioria dos jornalistas estrangeiros desde o início da revolta, em março.
Segundo ativistas, nove manifestantes foram mortos na província de Homs, e os outros dois nos subúrbios de Damasco.
A ONU diz que pelo menos 2.700 civis já foram mortos na Síria desde o início da repressão, inclusive cerca de 100 crianças. O governo diz que a violência está sendo causada por "terroristas" e "amotinados" patrocinados por potências estrangeiras, e que 700 policiais e soldados já foram assassinados.