A greve dos servidores da Justiça Federal em Bauru não durou mais do que 48 horas. Última das três paralisações de serviços considerados essenciais em menos de 15 dias, os servidores do Fórum permaneceram de braços cruzados por apenas dois dias, garantindo retorno hoje pela manhã.
Em contrapartida, tanto a greve dos funcionários dos Correios - que teve início no dia 14 - e a paralisação dos bancários - que começou na última terça-feira - seguem sem previsão de término.
De acordo com Anderson Moreira Lugão, técnico judiciário e representante da categoria na cidade, os funcionários locais resolveram não aderir ao movimento que segue na maioria do estado de São Paulo. “Fizemos uma assembleia local e mesmo com a orientação dos Sindicatos de grandes cidades, como São Paulo e Santos, resolvemos voltar ao atendimento”.
Para o servidor, o tempo reduzido de paralisação não trouxe prejuízos à população, mas também não garantiu representatividade junto à greve de caráter nacional. “Infelizmente não temos em Bauru a tradição de grandes paralisações. Talvez se tivéssemos ficado mais tempo parados, como acontece em Marília, por exemplo, teríamos mais força. Agora aguardamos o desfecho de tudo isso”.
Apesar de voltarem ao trabalho, o servidores da Justiça Federal mantém as reivindicações que motivaram a paralisação. “Nossa principal reivindicação é contra a decisão da presidenta Dilma Rousseff (PT), que barrou nosso Plano de Cargos e Salários (PSA) estipulado na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2012”, comenta Lugão.
MPF faz manifesto
Funcionários do Ministério Público Federal (MPF) prometem realizar manifesto de uma hora hoje, a partir das 14 horas, na sede do órgão. De acordo com os servidores, a previsão de recursos necessários para o reajuste foi incluída na proposta orçamentária enviada ao Poder Executivo e, além do projeto de lei que já tramitava no Congresso Nacional desde 2009, o procurador-geral da República enviou uma nova proposta (PL 2199/2011), que reajusta a tabela e altera a forma de remuneração para subsídio.