Manama - O Barein condenou ontem 20 médicos a penas de cinco a 15 anos de prisão por furto e outras acusações, informou a agência estatal de notícias, no que críticos disseram ser uma represália por eles terem atendido manifestantes feridos durante os protestos pró-democracia deste ano no país.
Uma corte de segurança também condenou à morte um homem que matou um policial ao atropelá-lo várias vezes e que participou de reuniões ilegais com "objetivos terroristas", segundo a agência BNA. Outro homem foi sentenciado a prisão perpétua por envolvimento no caso.
Os médicos, que negaram as acusações, estavam entre dezenas de profissionais da saúde que foram detidos durante os protestos promovidos por membros da maioria xiita, exigindo o fim da discriminação sectária e maior participação nas decisões do governo.
O Barein é governado por uma monarquia sunita, que em março reprimiu os protestos com ajuda de tropas dos vizinhos Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Pelo menos 30 pessoas foram mortas nos incidentes, centenas ficaram feridas, e mais de 1.000 foram presas.
Os médicos foram acusados de roubarem remédios, armazenarem armas, ocuparem um hospital durante os distúrbios, espalharem boatos, discriminarem pacientes e incitarem ao ódio contra a monarquia.