"Quem canta seus males espanta" - entre as maravilhas que temos disponíveis e que, sem dúvida, para cada um traz uma sensação diferente é a magia da música. Quantas vezes estamos ocupados nos afazeres do dia a dia e ao ouvir uma música paramos, ficamos imóveis, mas apenas de corpo, pois nossa mente flutua para lugares e épocas distantes, numa viagem de recordações. Isto se chama emoção.
Não tem nenhuma importância qual o ritmo ou idioma, e sim que ao ser ouvida nos transmita um bem-estar capaz de acelerar o coração e muitas vezes nos fazer transpirar, pelas lembranças de momentos vividos ou perdidos, não importa, o que importa é que temos a oportunidade de nos proporcionar um replay de nossa vida... São momentos que não esquecemos.
A música, tal como o amor, tem o poder de tocar o nosso coração, de nos recordar, com melodias, os lugares e os acontecimentos que ficaram gravados de forma permanente na nossa vida. Ouvida a sós, a música vai direto a alma, e como não há interferência, a imaginação fica mais livre para voar.
Ouvindo junto de outra pessoa, aí você tem um companheiro, uma companheira ou cúmplice com quem partilhar a música. No entanto, nada se compara à música que se ouve em grupo, porque aí as reações se dão em cadeia. Cada um tem sua própria história de experiências dos demais e todos estão ali porque saíram em busca de alegria ou para compartilhar com outros a alegria que já trazem dentro de si. Isto é a magia da música. Magia que a internet nos traz através do Youtube, clipes que marcaram a vida de muitas pessoas, independente do idioma, músicas como: Here today and gone tomorrow de Ray Coniff, Theme from a sumer place de Percy Faith, Fist of may dos Bee Gees, o romantismo da música italiana e francesa como: o Mio signore de Edoardo Vianello, Il mondo com Jimmy Fontana, Tanto cara de Guido Renzi, Non soi degno di te, Gianni Morani, Capri c?est fini com Herve Vilard, a voz e o talento de Mirelle Mathieu. A nossa riquíssima música brasileira que tem verdadeiras pérolas como: Ave Maria no morro (Helivelto Martins), Minha história (Chico Buarque), Alegria, alegria (Caetano Veloso), Andanças (Beth Carvalho) e muitas outras que não caberia nesse democrático espaço.
A música nova, ainda que seja nova somente para nós, é virgem. Ainda não foi relacionada a situações, porque acaba de nascer e começa a irrigar o momento presente, que é bom e belo.
Assim, hoje ela pode ser fruída e saboreada em si mesma, sem associações. Daqui a algum tempo, quando ouvirmos aquela música que ouvimos hoje pela primeira vez, algumas associações poderão estar estabelecidas. Então, vamos nos recordar de um tempo em que éramos felizes, sim, mas estávamos bem conscientes dessa felicidade que, afinal, continua, porque a exemplo do tempo, a música não para, e no entanto ela nunca envelhece.
"Cantar é uma forma de orar."
João Batista dos Santos