Tribuna do Leitor

O HOMEM, O "LOBO" DO HOMEM


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Às vezes penso que nada mais vai me abalar no comportamento do "dito" ser humano. Mas quando vejo estampada na 1.ª pg. do jornal manchetes como a do sr. Sandro Fernandes, ou a do garoto de 10 anos que atirou na professora e se matou, ou a do último dia 3 de outubro, onde o irmão mata as duas irmãs e se suicida, neste caso inclusive conheci uma das irmãs, e reconheci a casa, pois fui várias vezes com minha sogra, que mora a dois quarteirões dali, levar doações para a igreja, percebo que ainda me abalam os alicerces certos acontecimentos tão trágicos. Fico a imaginar em que estado d?alma se encontra a pessoa que comete atos de tamanha barbárie! Como, e por que motivo, o ser humano comete atos tão bestiais?

É certo que os humanos sempre foram violentos desde o princípio do universo (e o que se lê ou o que se vê em qualquer documentário de tv). Então chego à conclusão de que o homem não evoluiu um estágio sequer, ainda está aprisionado em seu estado primitivo (é seu próprio lobo, seu caçador), pois a única coisa que enxerga é seu próprio ego. E por motivos torpes e banais comete esses tipos de ato que, às vezes, me deixa estarrecida!

Então, para não ficar "encanada" com esses fatos horríveis, faço o que mais gosto para me distrair, vou caminhar logo cedo ouvindo minhas músicas prediletas, e enquanto passo por praças cheias de jacarandás (será que é esse mesmo o nome?), com suas magníficas flores roxas, piso sobre tapetes amarelos de ipês, vou observando o belo espetáculo da primavera, o verde das árvores, a variedade de cores das flores, o azul do céu, os pássaros que vivem o seu dia a dia neste mundo perfeito quer nos foi legado, penso, que pena que as coisas sejam assim!

Se tivéssemos a plena consciência que o amanhã já é hoje, viveríamos com mais intensidade cada dia que passamos neste planeta tão lindo! E saberíamos que não existem remédios, drogas ou coisas materiais que nos satisfaçam plenamente. Não precisamos disso para ser feliz.

Peço a Deus que nunca me deixe perder a capacidade de enxergar o colorido esplêndido que existe ao meu redor, e que isso seja suficiente para me encher os olhos e o coração de alegria, pois, como disse antes, o amanhã é agora, e não sabemos se estaremos aqui, não é?


Magali Martiniak Teixeira

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