Polícia

Casal Fernandes ainda não foi intimado

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado Sandro Luiz Fernandes e sua esposa Fernanda Gomes Fernandes devem ser intimados no processo que corre contra eles até o início da próxima semana. Segundo informações do cartório da 2ª Vara Criminal, nos próximos dias um oficial de Justiça de Bauru irá até a Cadeia Pública de Avaí, onde Fernanda está presa, para citá-la na ação.

A intimação de Sandro ocorrerá por meio de carta precatória, que foi enviada ontem por fax ao Fórum de Barra Bonita, município onde ele permanece detido desde 30 de setembro. Uma cópia do documento contendo a denúncia aceita pelo juiz Jaime Ferreira Menino, titular da 2ª Vara Criminal, será entregue aos acusados. A partir de então, eles terão 10 dias para apresentar defesa, quando será agendada a primeira audiência no Fórum de Bauru.

O advogado do casal, Hélio Marcos Pereira Junior, informou que Sandro e Fernanda já foram informados de que permanecerão presos ao menos pelos próximos 15 dias, quando o pedido de habeas corpus protocolado no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo deverá ser apreciado.

“Não gostaria de descrever como eles receberam esta notícia para não expô-los ainda mais”, resume Pereira Junior, que não quis informar também como vem sendo a adaptação de ambos à carceragem. “Só posso dizer que o sistema prisional brasileiro é lamentável e incompetente para assegurar a dignidade que qualquer pessoa merece.”

Na última quarta-feira, o juiz da 2ª Vara Criminal de Bauru indeferiu o pedido de reconsideração da prisão preventiva do casal, último recurso que a defesa tinha na instância local para que seus clientes pudessem responder ao processo em liberdade. Ferreira, entretanto, poderá mudar sua convicção se novas evidências que favoreçam os acusados forem apresentadas.

Sandro é acusado de molestar sexualmente quatro familiares, sendo três jovens que à época dos supostos crimes tinham entre 8 e 16 anos e um menino de 9 anos. Fernanda é acusada de coautoria, por haver suspeita de que tenha sido conivente com os abusos. Uma quinta pessoa, ex-funcionária da casa, também se diz vítima.

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