Recentemente, a revista Veja trouxe matéria sobre o poder que ainda é exercido por Márcio Thomaz Bastos, brilhante advogado que já foi ministro do governo Lula, na área da Justiça.
Este advogado é reconhecido pela proximidade que tem com o PT de Lula e responsável pela nomeação de seis ministros do STF ? Supremo Tribunal Federal. Também quer influenciar na sucessão da ministra recém- aposentada Ellen Gracie. Acontece que seus principais clientes são políticos e empresários que serão julgados pelo STF.
Márcio Thomaz Bastos comandava a Po-lícia Federal na época do mensalão e foi dele a frase de que o dinheiro seria sobra de campanhas, configurando, apenas, a existência de um caixa dois.
Atrás de processo que envolve o Supremo pode estar escondendo um enorme projeto de poder. E o mentor intelectual e arquiteto deste projeto seria o advogado mencionado, José Dirceu, Lula e amigos próximos.
Enquanto nós, cidadãos comuns e mortais, somos submetidos à Constituição Brasileira, existe uma elite responsável por julgar e decidir que pode estar envolvida num complô cujos planos e projetos de poder estão acima e falam mais alto. Neste plano superior está a atual cúpula política que dirige o País por 9 anos e, provavelmente, quer dirigi-lo por mais 20 anos, ou mais.
Não existe pilar mais forte de sustentação do poder, ou seja, a cúpula mandante não está sujeita ao mesmo julgamento dos cidadãos comuns.
Resumindo, a faxina da presidente Dilma, o famoso mensalão do governo Lula e tantos outros casos de corrupção dos últimos anos estão sujeitos a um entendimento político, em termos de julgamento, que não necessariamente faz parte da Constituição, ou seja, o interesse político com base no projeto de poder fala mais alto. Fico estarrecido de imaginar como fica a autoestima, comprometimento com a lei e a verdade de tantos juízes e promotores sérios, dispostos a cumprir o papel importante de fazer justiça a todos os cidadãos, conviverem com a situação mencionada acima, ou seja, quando tiverem que fazer justiça com alguém próximo do poder supremo, o idealismo deles não vale.
O plano de poder que pode existir tem várias outras ramificações com empreiteiras escolhidas, empresas escolhidas que compraram outras e se transformaram em multinacionais brasileiras, bancos, etc... Qual é a conivência da atual presidente com este quadro? Qual será o seu papel?
Até quando este plano não afetará os princípios da democracia? E da competitividade brasileira em nível global? Teremos um poder oculto paralelo que será mais forte que o poder visível? Devemos refletir seriamente sobre tudo isso. A nossa única arma é o voto. Vamos valorizá-lo!
O autor, Ricardo Coube, é diretor presidente do Grupo Tiliform