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Justiça suspende remoção de moradores do Cingapura e prefeitura instala drenos

Folhapress
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São Paulo - Após audiência na tarde de ontem, a Justiça decidiu que as famílias que moram no conjunto habitacional Cingapura da avenida Zaki Narchi, na zona norte de São Paulo, não precisam ser removidas. A interdição do local havia sido determinada pela Justiça na última sexta-feira, a pedido do Ministério Público, devido ao risco de explosão por conta da presença de gás metano no subsolo. No entanto, agora, a Justiça avaliou que prefeitura tem adotado providencias e que o risco é controlado.

A reunião teve a presença de um morador, técnicos da Cetesb (órgão ambiental paulista), representantes do Ministério Público e da prefeitura. Todos concordaram com a permanência das famílias no conjunto habitacional. O Cingapura fica perto do shopping Center Norte, que foi fechado pela prefeitura pelos mesmos motivos, mas reabriu após a instalação de novos drenos de gás. Anteontem, a Prefeitura de São Paulo entrou com recurso contra a desocupação do Cingapura, que tem 2.787 moradores. Ontem, começou a instalar drenos para retirada de gás metano do subsolo do conjunto habitacional.

Em nota divulgada anteontem, a Cetesb já havia informado que não havia risco iminente de explosão na creche Nair Salvado, que fica no Cingapura. O órgão afirmou que avaliações já feitas nos apartamentos e térreos do conjunto habitacional, sob responsabilidade da Secretaria da Habitação, não detectaram a presença de metano.

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