Polícia

Polícia Federal apreende mais de 7 mil quilos de maconha em Bauru

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

A droga estava escondida no fundo falso de um caminhão

A Polícia Federal fez a maior apreensão de drogas dos últimos tempos, em Bauru, ontem pela manhã. Um caminhão com 7,5 toneladas de maconha foi parado na base leste da Polícia Rodoviária, na altura do quilômetro 339 da rodovia Marechal Rondon. Trata-se de um volume recorde, avaliado em mais de R$ 2 milhões.

A droga ocupava toda a carreta do Mercedes Benz, placas GLQ 7294, de Pará de Minas, que tinha ainda vigas de madeira colocadas em torno e sobre os pacotes da droga, para tentar disfarçar o carregamento, dando a idéia de se tratar de uma carga de madeira.

Segundo o delegado da PF Murilo Almeida Gimenes, a apreensão ocorreu durante uma ação de apoio ao trabalho de investigação da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais, que identificou o transporte e indicou as características do caminhão aos policiais de Bauru.

Em contato com a PF de Bauru, a polícia mineira trocou informações sobre a rota de transporte da droga. O caminhão foi parado na base leste da PR por volta das 7h30.

Investigações da polícia mineira indicam que o carregamento da droga, provavelmente, foi feito na divisa com o Paraguai e a carga seria distribuída em São Paulo.

O motorista JSC, de 35 anos, (apenas iniciais divulgadas), foi preso em flagrante por tráfico e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), de Bauru. Mas de acordo com o delegado Gimenes, o motorista não confirmou as informações sobre os locais do carregamento e entrega do material, disse apenas que foi contratado para fazer o transporte, acreditando se tratar de um carregamento de madeira e que não estava próximo ao caminhão no momento do carregamento. 

A Polícia Federal não informou o valor da carga, mas a estimativa é de que ultrapasse R$ 2 milhões.

A droga estava dividida em grandes pacotes, formados por tabletes menores, conhecidos na gíria do tráfico como ‘tijolos’. Em cada pacote havia uma espécie de código diferente, formado por letras e números. Embora a polícia não confirme, as siglas podem indicar que o carregamento iria abastecer diversos pontos de distribuição em São Paulo. 

Foi preciso mais de duas horas para que a PF terminasse a pesagem de todo material. O carregamento permanece em poder da PF até ser incinerado.

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