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Juíza federal vota pela anulação de Belo Monte

Folhapress
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Brasília - Uma juíza do Tribunal Regional Federal de Brasília votou pela anulação do licenciamento ambiental da megausina de Belo Monte.

É a primeira vez que isso ocorre desde que começou o processo que culminou com a concessão da licença de instalação da usina, em junho.

O julgamento no TRF foi suspenso por pedido de vista do desembargador Fagundes de Deus. Indígenas e ambientalistas organizaram manifestação em São Paulo.

A desembargadora Selene Almeida acolheu a argumentação do Ministério Público do Pará de que o decreto legislativo de 2005 que autorizou a construção de Belo Monte é nulo por ter sido modificado no Senado sem voltar à Câmara.

Ela também argumentou que os índios das terras Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu, que ficam no trecho do rio que terá vazão reduzida, precisam ser ouvidos pelo Congresso antes do licenciamento.

“Estamos em choque”, afirmou o advogado da Eletrobras Marcelo Thompson após a leitura do voto, que durou quase duas horas.

Caso um dos outros dois desembargadores vote com a relatora, o processo vai para o Supremo Tribunal Federal. Será a segunda das 15 ações movidas contra Belo Monte que vai parar no STF.

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