Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

COPA JOÃO FANTIN

Com a participação de 96 tenistas, com idades entre 9 a 18 anos, de diversas cidades de São Paulo, incluindo a Capital, o Bauru Tênis Clube realiza, a partir das 15h, da próxima sexta-feira, a "Copa João Fantin" de tênis. Em razão do evento, que conta também com a participação de vários betecistas, os tenistas (adultos) associados do clube terão que colaborar, pois um número reduzido de quadras estará disponível para suas partidas amistosas. Caso não chova, o torneio deve se encerrar por volta de 13h do domingo.

EDUARDO OLIVEIRA

Na última sexta-feira feira, o bauruense Eduardo Oliveira (Baianinho) perdeu a vida de maneira trágica na cidade de São José do Rio Preto, onde auxiliava seu irmão Edvaldo, nas aulas e treinamentos dos tenistas do "Clube Harmonia" daquela cidade. De uma família de origem humilde, mas de muita garra e grande potencial no tênis, Eduardo, assim como seus irmãos Edson e Edvaldo (o "Baiano" - auxiliar técnico na equipe que defende o Brasil na "Copa Davis", e seu sobrinho Carlos (o "Carlinhos" - ou "Ron-Ron" para os mais próximos), iniciou no tênis como pegador de bolas no BTC, chegando a representar Bauru em vários torneios, inclusive nos "Jogos Regionais" e "Abertos".

O TÊNIS MUNDIAL-1

O número de torneios profissionais realizados no mundo, hoje, é enorme. Os jogadores de melhor ranking buscam, claro, participar de torneios de melhor premiação. Simultaneamente são realizados em todo o mundo vários torneios, com as mais variadas premiações. Excepcionalmente, o "Challenger" de Rio Preto, que será disputado entre os dias 24 a 30 de outubro, contará com cinco jogadores entre os 100 primeiros do mundo. A maioria dos torneios com premiação igual à de Rio Preto, US$ 50 mil, conta com um ou dois jogadores entre os primeiros 100, em razão de uma quantidade crescente de torneios. Pela baixa premiação, os da categoria "Future", principalmente os realizados no Brasil, geralmente têm a chave principal composta por jogadores com ranking abaixo de 400 do mundo.


O TÊNIS MUNDIAL-2

No final da década de 70 e início da de 80, o Bauru Tênis Clube realizou, por alguns anos, os chamados "Circuitos Satélite", que eram compostos de quatro etapas, mais um "Masters", onde apenas os 16 melhores do circuito participavam, com premiação de US$ 10 mil por etapa, que corresponde aos "Future" de hoje. Para pontuar no ranking mundial era necessário que o jogador participasse de todas as cinco etapas e essa pontuação variava de acordo com a classificação geral que o tenista tivesse alcançado no circuito. Naquela época, o número de torneios era pequeno, o que fazia aumentar a concorrência nos que existiam. Assim, mesmo com o Brasil situando-se distante da Europa e Estados Unidos, era grande o número de bons jogadores americanos e europeus jogando em Bauru, além dos sul-americanos; sem falar nos brasileiros, dos quais se destacavam Thomaz Koch, Carlos Kirmayr, Marcos Hocevar, Júlio Góes, Roger Guedes, João Soares, Cássio Motta, Givaldo Barbosa e outros (todos entre os 100 primeiros do mundo) que eram sempre presença garantida nos "satélites" de Bauru.

O TÊNIS MUNDIAL-3

Se fosse hoje, seria o mesmo que Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Rogério Silva e João Souza (Feijão) participando de um torneio com premiação de US$ 10 mil. Só que com uma diferença: desses mencionados (os quatro melhores brasileiros no ranking mundial), apenas Bellucci (36º) está, na atualidade, entre os 100 primeiros do mundo. Alguém pode dizer: "Mas, hoje, a competitividade é bem maior, já que o número de bons jogadores é grande". Ao que se pode responder: "Mas a enorme quantidade de torneios faz com que esses bons jogadores se diluam, o que facilita mais aos jogadores na conquista de pontos para o ranking".

CAINDO

Pela primeira vez, em oito anos, o suíço Roger Federer não figura entre os três primeiros no ranking mundial de tênis. A conquista do "Masters 1000 de Xangai", pelo britânico Andy Murray, colocou este último na terceira posição do ranking, enquanto Federer se situa na quarta. O suíço, dono de 16 títulos no "Grand Slam", havia alcançado a terceira posição no ranking, pela primeira vez, em 2003, logo após seu primeiro título em "Wimbledon". Mesmo demonstrando um nível de jogo inferior ao de tempos atrás e já pensando em aposentadoria, Federer diz que ainda pretende ganhar mais algum "Grand Slam", ou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

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DICA


O maior responsável para que seu golpe não alcance profundidade é levar a raquete para o lado imediatamente após tocar a bola. Assistindo aos tenistas profissionais pela TV, temos a impressão que eles mal tocam a bola e já levam a raquete para o lado, e mesmo assim, a bola vai longa. Mas se olharmos em câmera lenta, podemos notar, com clareza, que suas raquetes tocam a bola e fazem um movimento para a frente e para cima, o que, na verdade, configura a única maneira de executar um golpe com profundidade. O que acontece com os profissionais é que fazem o movimento de bater na bola de maneira muito rápida, o que nos dá a impressão de que a raquete se direciona para o lado assim que toca na bola. Assim, se o jogador fizer uma terminação de movimento mais longa, como se estivesse carregando a bola nas cordas da raquete, suas bolas irão mais longas.

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CURIOSIDADE


Começaram, na última sexta-feira feira, os "Jogos Pan-Americanos", em Guadalajara (MEX). A equipe brasileira de tênis está formada por Ricardo Mello, João Souza (Feijão) e Rogerio Silva, no masculino, e Vivian Segnini, Ana Clara Duarte e Teliana Pereira no feminino, sendo técnicos João Zwetsch e Rodrigo Nascimento, respectivamente, nas duas equipes. O último campeão pan-americano de tênis é o brasileiro Flavio Saretta, título conquistado nos "Jogos" realizados no Rio de Janeiro, em 2007. Além de Saretta, outros brasileiros também foram campeões em simples: Fernando Meligeni, Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Ronald Barnes, Gisele Miró e Fernando Roese. Por ser um torneio que não conta pontos para o ranking mundial, nem tem premiação em dinheiro, os jogadores de ponta nunca participam.

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