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Copa 2014: Fifa estuda medidas para mudar regras e tornar jogos de futebol mais atraentes


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A Fifa prepara um pacote de medidas para dar maior ritmo às partidas de futebol e permitir que a Copa do Mundo volte a empolgar. Simplificação de regras de impedimento, mudança nas leis de substituição, de punição de jogadores e a inclusão de tecnologia nos campos fazem parte do ambicioso projeto. Ontem, um grupo formado por ex-jogadores, técnicos e árbitros se reuniu na Fifa para começar a fechar uma reforma que promete mudar com o jogo. A esperança é de que, assim como outros esportes fizeram, o futebol consiga fazer uma transição para uma nova era.

"O objetivo claro é o de voltar a dar fluidez às partidas", afirmou à Agência Estado o presidente do grupo, o alemão Franz Beckenbauer. "Estamos redefinindo as regras do jogo em um processo que vai ter um grande impacto. O objetivo é de tornar o futebol mais bonito e mais ágil", disse o ex-capitão Cafu, que também participa do processo. "A tarefa é a de garantir que o futebol esteja em seu melhor nível na Copa de 2014", afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Na Copa do Mundo de 2010, mesmo os técnicos da Fifa admitiram que a qualidade do futebol apresentado decepcionou. Um dos objetivos agora da Fifa é a de fazer modificações que permitam partidas mais dinâmicas e menos polêmicas. O Kaiser confirmou que espera tratar nas próximas reuniões do formato da primeira fase da Copa no Brasil em 2014.

Uma das ideias é de que não haja mais empates. A Fifa julgou que, em 2010, muitos times entraram em campo apenas para não perder. O resultado foi jogos truncados, seleções na retranca, poucos gols e um espetáculo pífio. "Temos de tornar a fase dos grupos mais interessante. Teremos de falar sobre isso", disse. Entre as principais medidas está a simplificação da lei do impedimento. "Queremos voltar ao que era há algumas décadas, quando apenas se marcava o impedimento se a pessoa que tinha recebido um passe estava em posição incorreta", afirmou Beckenbauer.

Mas a reforma não será fácil. Cafu confirmou que ainda não existe um acordo. "Todos queremos um futebol mais simples. Mas há três posições diferentes: uma dos zagueiros, que não queremos ficar sem a lei, uma dos ataques e a outra dos árbitros", disse. "Será um debate quente ainda", contou. A meta, segundo ele, é de chegar a um acordo até dezembro.

Outro assunto que a Fifa começa a preparar é a instalação de tecnologia na linha do gol para determinar se a bola entrou ou não. A partir de novembro, nove empresas vão testar sua tecnologia, na esperança de que a Fifa finalmente aceite a revolução tecnológica. Se no gol a tecnologia começa a encontrar seu caminho, a entidade insistiu nesta terça que treinadores e outras pessoas no banco de reservas não podem ter acesso a rádios, telefones e outros equipamentos de comunicação. A Fifa também quer garantir que treinadores expulsos não sejam autorizados nem mesmo a ir aos vestiários. "Eu não concordo com isso", disse Cafu.

Fôlego


Para garantir que o ritmo acelerado de partidas não seja perdido, Cafu revela que também se debate a possibilidade de que um time possa substituir temporariamente um jogador, caso ele precise passar por um tratamento. Uma quarta substituição também está sendo proposta para a prorrogação, na esperança de manter o ritmo das partidas.

O que ficou decidido, porém, é a proposta da Fifa de modificar a punição de jogadores em campo, em alguns casos reduzindo a pena. Uma delas é quando um jogador comete pênalti e é o ultimo homem entre o atacante e o gol. Hoje, esse zagueiro é ainda expulso e suspenso por um jogo. "A ideia é de que ele receba apenas cartão amarelo, já que dar um pênalti já é uma punição suficiente", explicou Cafu. Parar a bola com a mão se ela estiver entrando no gol, porém, continuará sendo motivo para expulsão. Beckenbauer também insiste que a expulsão automática de um goleiro quando ele é o último homem deve ser revista. "Já há punições suficientes", disse.

Mas a meta é a de punir também a violência. Segundo Cafu, a Fifa debateu a violência ao final do jogo entre Santos e Peñarol, válido pela final da Copa Libertadores da América deste ano. Massico Bussaca, diretor de arbitragem da Fifa, insiste que o objetivo é o de criar um clima de respeito. "Só assim poderemos evitar que verdadeiras guerras ocorram", afirmou.

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