Rio - O traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, 34 anos, foi morto no início da noite de terça-feira, durante operação da Polícia Federal na favela Parque União, no Complexo da Maré, zona norte do Rio. Considerado um dos principais integrantes da quadrilha de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, o criminoso teria reagido à prisão e disparado contra os policiais. Ele foi atingido na barriga e na cabeça.
A operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF contou com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio. Agentes e um helicóptero blindado da Polícia Civil fluminense também integraram a ação. Foram apreendidas duas pistolas, munição, três quilos de cocaína e dinheiro. A Superintendência da PF não deu detalhes sobre a operação com a justificativa de não querer atrapalhar as investigações em andamento.
Marcelinho Niterói deixava sua casa cercado por seguranças quando foi abordado. Na troca de tiros, um dos homens que o acompanhava, o ex-militar do Exército Jeferson Douglas Silva dos Santos, 23 anos, também foi morto. Outro rapaz identificado como Rodrigo Marinho, 18 anos, ficou ferido e está internado no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB). Seus parentes alegaram que ele não tem envolvimento com o tráfico, mas a polícia o considera suspeito. A unidade hospitalar está com reforço policial desde a noite de ontem.
Atuação
A atuação de Marcelinho Niterói não se limitava a uma favela ou região. De acordo com a polícia, ele era o responsável pela distribuição de drogas em diversas comunidades espalhadas pelo Estado que ainda estão sob domínio da quadrilha de Beira-Mar.
Marcelinho Niterói havia sido preso no Paraguai em 2000. Foi condenado a cinco anos de prisão. Em 2002, no entanto, ganhou liberdade condicional e fugiu. A polícia acredita que o traficante passou parte dos últimos anos escondido no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.
Na comunidade, chegou a promover uma grande festa de casamento na qual distribuiu convites para os principais chefes do tráfico das favelas da cidade. Depois da megaoperação das Forças Armadas e policiais para ocupar o complexo, em novembro do ano passado, o criminoso fugiu para a Parque União.