Internacional

Novo premiê grego será anunciado hoje

Folhapress
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Atenas - Os líderes políticos da Grécia chegaram a um acordo sobre quem deve ser o sucessor do primeiro-ministro do país, George Papandreou, e divulgarão a decisão hoje, de acordo com a rede de televisão estatal grega NET.

Os partidos Socialista (Pasok), da situação, e Nova Democracia, da oposição, chegaram a um acordo anteontem para formar um governo de coalizão. Ontem, ambos tentavam decidir quem comandaria esse novo governo, encarregado de implementar as medidas necessárias para que a Grécia receba mais auxílio financeiro dos países da Europa e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entre os possíveis nomes para o cargo de primeiro-ministro estão o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, e o ombudsman da União Europeia, Nikiforos Diamantouros. A NET informou que hoje também serão anunciados os nomes dos novos membros do gabinete de governo. As informações são da Dow Jones.

Em meio à expectativa quanto à formação do novo governo de união na Grécia, o principal partido de oposição, a Nova Democracia, disse ontem que defende a manutenção do ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e sua equipe, para que as políticas anticrise não sejam interrompidas.

O partido, cujo líder, Antonis Samaras, participa das negociações, já deixou claro que apoia um governo de coalizão e que manterá sua posição quanto às medidas de austeridade exigidas para o Orçamento de 2012, assim como os acordos com os bancos quanto à redução da dívida do país e para a continuidade do pacote de ajuda financeira, com a “troika”, formada por União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e FMI (Fundo Monetário Internacional).

 

Itália

Os ministros das Finanças da Eurozona decidiram ontem pressionar ainda mais a Grécia para que as medidas de austeridade sejam cumpridas pelo país, e reforçaram as propostas para evitar que a Itália seja a próxima a quebrar.

O objetivo é dizer a Atenas que o país não receberá nada caso não sejam cumpridos os planos de ajuste. O medo maior é o risco de a crise atingir a Itália, já enfraquecida pela falta de credibilidade dos investidores sobre os planos do governo do premiê Silvio Berlusconi para reduzir o deficit e a dívida de 1,9 trilhão de euros.

Os líderes europeus cobram da Grécia uma definição clara para que o país continue na Eurozona. Os principais partidos políticos gregos chegaram a um acordo para formar um governo de coalizão sem o atual premiê, George Papandreou. Ficou decidido, também, adiantar as eleições para o dia 19 de fevereiro.

 

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