Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

BAURUENSES

Em torneios realizados no último final de semana, alguns bauruenses se destacaram. No "AES Tiete de Tênis", para tenistas de primeira classe, disputado na cidade de Promissão, André Cury foi vice-campeão; no "Astor Open Tennis", realizado na cidade de Conchas, Matheus Beckers Almeida foi vice da categoria 12MB. Há que se ressaltar que Matheus, tenista da categoria 11MB, jogou uma categoria acima da sua (com tenistas mais velhos). Em torneio realizado na Hípica de Campinas, Caio Joaquim Bergamini venceu categoria até 10 anos. Foi o 13º título de campão de Caio em 2011. No Aberto de Limeira, Valdemir Nicolini (Marola) foi o campeão da categoria 5ª classe. E, no Aberto de Itapetininga, Guilherme Tavares foi o campeão da categoria 14MB.

NA LUSO

Como em anos anteriores, a Associação Luso Brasileira de Bauru presta homenagem àquele que foi um de seus mais ilustres associados e também tenista do clube realizando o torneio de tênis "José Vicente Aiello" entre tenistas que fizeram parte das escolinhas do clube durante o ano. O objetivo do torneio é a confraternização entre os tenistas e a avaliação da evolução de cada um. O torneio teve início no dia 27 de novembro e seu término está previsto para o dia 9 de dezembro.

BELLUCCI: OPINIÃO

Na semana que passou, em torneio da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), disputado na Basiléia (SUI), o brasileiro Thomaz Bellucci perdeu pela sexta vez seguida na primeira rodada. Bellucci, ainda com bom ranking em 38º, tem optado por jogar apenas torneios de grande porte, onde estão todos os melhores do mundo e não há jogo fácil (pelo menos para ele). Perder tantos jogos seguidos não faz cair apenas o ranking, mas também a autoconfiança. Em minha opinião, talvez fosse mais interessante mesclar suas participações entre torneios menores e maiores. Menores para que tenha reais chances de vencer e saber como é ganhar um jogo, resultado que lhe trará autoconfiança. Também em maiores para saber onde seu jogo é falho e deve ser melhorado.

MELIGENI

O sérvio Novak Djokovic perdeu na semifinal do torneio da Basiléia frente ao japonês Nishikori por 6/0 no terceiro set. Imediatamente, Djokovic se encarregou de dizer que havia lesionado o ombro. Em seu blog (na UOL), do último sábado, Fernando Meligeni disse coisas bastante interessantes: Quando um jogador "top" perde para um de ranking bem inferior, ainda mais por uma contagem de 6/1 ou 6/0, logo dizem que estava contundido. Mas, segundo Meligeni, que já foi um dos melhores jogadores do mundo, às vezes, a idolatria de alguns e as cegueiras de outros não permitem que esses "gênios" percam e não joguem com o mesmo afinco. "Ninguém permanece na quadra em respeito ao público e corre o risco de agravar a contusão. O que acontece é que nem mesmo os ?poderosos? tem prazer em jogar tênis todos os dias", disse. E completou: "Em muitas das vezes em que está perdendo, Djokovic chama o fisioterapeuta e faz cara de choro. Não acho que ele esteja errado. Faz parte do jogo e, na maioria das vezes, ele realmente está sentindo dores. Mas ele sabe como poucos usar essa regra".

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DICA


Para a maioria dos tenistas, executar o "backhand" (esquerda para destros) é sempre um problema, mas muitas vezes isso se deve a seu aprendizado. Normalmente os professores ensinam primeiro o "forehand" (direita para destros) por acharem um golpe mais fácil, o que lhe confere uma leve vantagem. Na verdade, os dois golpes são de igual dificuldade, sendo que o "backhand" é feito com um movimento de corpo e braço de forma mais natural, enquanto que o "forehand" usa músculos mais fortes do braço, proporcionando, para a maioria dos tenistas, mais sucesso nesse golpe. O erro mais comum no "backhand" é levar a raquete para trás com o cotovelo do braço que empunha a raquete apontando para cima, ou seja, muito longe da cintura do jogador. Isso faz com que uma preparação de movimento nunca seja igual à outra. Por quê? Se a bola estiver mais baixa, mais baixo estará o cotovelo e se estiver mais alta ou quanto mais alta, mais para o alto o cotovelo estará apontando. O correto, na preparação do movimento, é manter o cotovelo rente à cintura, que serve de base para a execução, fazendo com que os golpes sejam sempre iguais, e apenas se distanciar da cintura, para fazer o contato bola-raquete e terminação do golpe. É bom que se esclareça que estamos falando do "backhand" executado com apenas uma das mãos.

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CURIOSIDADE


Uma raquete pode ser boa para um determinado jogador e não ser para outro, assim como as cordas das raquetes. Cada um se sente melhor com um tipo e também uma "tensão" (medida que indica o quão esticado está o encordoamento da raquete) de cordas. Analisando uma relação com vários tenistas pude constatar que: O atual número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, usa tripa natural da marca "Head" nas cordas longitudinais, com 55 libras de tensão e "Luxilon Alu Power" nas transversais, com 52 libras; o espanhol Rafael Nadal usa cordas sintéticas, marca "Babolat", "RPM Blast", com tensão de 55 libras; já o suíço Roger Federer usa nas cordas longitudinais a tripa natural da marca "Wilson", com 48 libras e a "Big Banger Alu Power" nas transversais com 44 libras; o brasileiro Gustavo Kuerten usava as cordas "Big Banger Alu Power", tanto nas longitudinais como nas transversais, com 56 libras de tensão. Entre os jogadores que mais tensão usa nas cordas, estão o australiano Mark Filippoussis, que usa tripa natural com 75 libras, e o austríaco Jurgen Melzer, que também usa 75 libras. As cordas de tripa natural são as mais antigas, mas ainda são as que mais despacham a bola e dão melhor sensibilidade na batida. Algumas sintéticas chegam perto das tripas nesses quesitos. Quanto mais tensão estiver a corda, menos despacha a bola, ou menos velocidade imprime à bola, proporcionando maior controle para quem executa o golpe. Quanto menor a tensão, mais velocidade imprime à bola, o que acarreta numa perda de controle na execução do golpe.

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