Nova York - Depois de casar duas vezes nos Estados Unidos, o brasileiro Renato Camara, 37 anos, pode ser deportado do país. A Justiça americana, que já investigava seu primeiro casamento, desconfia agora da legitimidade da segunda união. A suspeita é que os casamentos tenham ocorrido para tirar o Green Card.
Camara chegou aos EUA em 2005, como turista, mas continuou no país mesmo após a expiração do visto. Em 2007, Camara se casou com uma americana chamada Dianne Rojas e se candidatou para tirar o Green Card.
Os serviços de imigração entrevistaram Camara e sua mulher separadamente e notaram que havia diversas discrepâncias em suas respostas. Rojas confessou ter recebido US$ 6.000 para se casar com o brasileiro.
As autoridades deram início ao processo de deportação em outubro do ano passado. Em fevereiro do mesmo ano, no entanto, Camara apareceu casado de novo, desta vez com Angela Green.
A segunda mulher de Camara, no entanto, admitiu, na última quinta, que o brasileiro lhe pagou US$ 600, parte de US$ 8 mil prometidos, para que ela se casasse com ele. Green contou ainda que Camara não se mudou para sua casa, e só passava três ou quatro dias da semana lá, lugar onde foi preso no começo desta semana.
Depois da objeção dos promotores nesta semana, a juíza Katherine Nelson determinou que Camara fosse solto, mas ordenou antes a instalação de uma linha de telefone em sua casa. Assim, a juíza espera que o brasileiro possa ser monitorado eletronicamente pelas autoridades.
A advogada do brasileiro, Cindy Powell, não quis comentar o caso. Disse apenas que seu objetivo inicial era tirá-lo da cadeia.
Já a promotoria o acusa de ser “comprovadamente um mentiroso”, uma vez que já tentou fingir um casamento. Eles exigem que Camara fique preso por considerar que, se for solto, ele pode fugir.
A advogada de Camara disse que ele sabia da investigação desde agosto, mas continuou em Baldwin County, no Alabama.