Com objetivo de disseminar informações sobre políticas públicas culturais para povos tradicionais de terreiros, Laércio de Lima Simões, elaborador e responsável técnico pelo projeto Orun-aye, que se transformou no Ponto de Cultura Instituto Cultural Olorokê, foi um dos selecionados para participar da 1ª Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros.
O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 deste mês, em São Luís, capital do Estado do Maranhão. Foram abertas 140 vagas exclusivas para representantes de povos tradicionais de terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do País. Foram reservadas também vagas para gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.
Laércio aponta a importância da participação no evento para difundir informações entre os povos de terreiros na região, locais onde se realizam as festas de candomblé e de outras religiões afro-brasileiras. Na oportunidade, ele também vai divulgar o Instituto Cultural Olorokê.
"A oficina vai discutir políticas culturais voltadas para os terreiros. Há muitas políticas e projetos que podem apoiar os terreiros", explica Laércio Simões. "Um evento desse tipo é importante para articular e organizar povos terreiros, assim como para divulgar quais programas e políticas públicas existem voltados ao desenvolvimento cultural de terreiros. Há um desconhecimento desses instrumentos e precisamos utilizá-los para fortalecer os terreiros", enfatiza.
Laércio Simões também vai ministrar palestra sobre religião afro-brasileira na 1ª Semana de Consciência Negra de Marília, que ocorre no município entre 16 e 20 de novembro.