A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decide na próxima quarta-feira (23) se dará ou não autorização à Chevron para perfurar até a camada pré-sal no campo do Frade, na bacia de Campos, mesmo local onde ocorreu o vazamento de petróleo.
Uma eventual negativa pode abrir caminho para um "rebaixamento" da empresa, o que limitaria suas atividades no Brasil, disse o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.
O pedido para perfurar até o pré-sal havia sido feito antes da ocorrência do vazamento e estava tramitando na ANP. "Essa autorização (para furar até o pré-sal) pode ser dada ou não. Creio que a situação dela (Chevron) ficou mais difícil", disse Lima, após reunião com a presidente Dilma Roussff e os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo Lima, hoje a Chevron é uma operadora do tipo A, que pode atuar em todos os tipos de campos petrolíferos. Se ela for rebaixada para B, por exemplo, não poderá mais operar em águas ultra-profundas.