Regional

Militante do PSOL impede início de sessão e é detido na Câmara de Lençóis pela PM

Tânia Morbi com Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista – O militante do PSOL de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) Rodolfo Pelegrin foi retirado ontem à noite à força do recinto da Câmara Municipal por policiais militares, depois de se manifestar contra os vereadores quando estava sendo iniciada a sessão ordinária.

O presidente do Legislativo, Ailton Rodrigues de Oliveira, o Juruna, alegou que o regimento interno não permite manifestações da platéia por isso pediu a intervenção da polícia. “Esse rapaz já causou muito tumulto aqui”, afirmou.

O dirigente político participou no meio deste ano de manifestações no auditório do Legislativo contra os vereadores e já discutiu com os parlamentares em outras ocasiões.

Pelegrin interrompeu a abertura da sessão para reclamar de uma foto montagem feita em cima da Santa Ceia em que um dos apóstolos tinha seu rosto, de seus amigos e de membros do partido. O material foi divulgado durante à tarde no Facebook e dezenas de impressos da foto montagem foram distribuídos nas ruas de Lençóis.

Pelegrin ao interromper o início da sessão acusou, sem citar nomes, que “iriam usar a foto montagem para denegrir a sua imagem” e que ele não é contra nenhuma religião.

Depois o militante do PSOL questionou os vereadores pelo fato de a Câmara não abrir Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar viagens realizadas com fins particulares em carro oficial por vereadores e de contratação de empresas supostamente irregulares na área de recursos humanos e contabilidade.

O Ministério Público ajuizou cinco ações civis para apurar as viagens feitas na legislatura do ex-presidente Ismael de Assis Carlos, o Formigão, e apura em inquérito supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Juruna.

Diante disso, o militante do PSOL foi retirado do recinto e levado em camburão até a delegacia. Juruna seguiu depois até a Polícia Civil para registrar a queixa.  Após prestar depoimento, Pelegrin foi liberado. “Havia um plano dos vereadores para me denegrir”, declarou na porta da delegacia.

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