Forças sírias mataram quatro pessoas na cidade de Homs, neste sábado (26), segundo relatos de ativistas, pouco antes de ministros árabes se reunirem para preparar um documento com sanções contra Damasco devido à repressão das forças governistas aos protestos e à sua decisão de proibir a visita de observadores internacionais.
O governo sírio perdeu o prazo de sexta-feira para aceitar uma proposta da Liga Árabe de enviar observadores ao país, onde a ONU diz que 3.5
pessoas morreram durante uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad que já dura oito meses.
Apesar da promessa feita pela Síria este mês de retirar o Exército das áreas urbanas e de permitir a entrada dos observadores, a violência continuou, gerando represálias da Liga Árabe, uma forte censura da Turquia e a propostas da França de uma intervenção humanitária.
Damasco, onde a família Assad já governa há 41 anos, diz que as potências regionais ajudaram a incitar a violência, que o governo atribui a grupos armados que atacam civis e suas forças de segurança.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que quatro pessoas, incluindo uma criança de dez anos, foram mortas no sábado, em incidentes separados, na cidade de Homs, uma região de oposição crescente a Assad e de grande violência sectária.
Ministros árabes alertaram que, a não ser que a Síria concorde com a presença dos observadores, eles podem considerar a possibilidade de impor sanções, incluindo a suspensão de voos para a Síria, parar as relações com o banco central do país, congelar as contas bancárias do governo sírio e suspender as transações financeiras.
Eles também podem resolver cessar as relações comerciais com o governo sírio, "com exceção de artigos de primeira necessidade, para não causar impacto à população Síria," disseram os ministros árabes.