Mutirão contra o HIV
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove até a próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, a campanha Fique Sabendo, para incentivar a realização de testes de HIV e, paralelamente, combater o preconceito e o medo do exame que pode identificar precocemente a infecção pelo vírus da Aids, ajudando a salvar vidas. Cerca de 100 mil testes deverão ser realizados gratuitamente em todo o Estado até quinta-feira, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids.
Metade das mortes ocorre após diagnóstico tardio
Em todo o Estado, 500 municípios aderiram à campanha, disponibilizando o teste e as orientações em suas redes de saúde. Em 244 deles, haverá também postos alternativos ou horários extras para a realização do teste. Dos 100 mil exames disponibilizados para a campanha, 25 mil serão testes rápidos, que ficam prontos em cerca de 30 minutos. Ao todo, 40 mil profissionais de saúde vão estar envolvidos na campanha, promovida em parceria com as secretarias municipais de Saúde. Dados do Programa Estadual DST/Aids apontam que nove pessoas morrem por dia em decorrência da aids e que 50% desses óbitos estão relacionados ao diagnóstico tardio da infecção.
Encaminhamento imediato
"A campanha visa disseminar que os testes são disponibilizados à população gratuitamente em toda a rede pública de saúde. É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o exame para descobrirem se são ou não portadoras do vírus HIV", afirma a coordenadora do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna. Quem tiver o vírus detectado em exame receberá orientação e encaminhamento imediato para acompanhamento médico adequado à doença. A população poderá consultar gratuitamente o Disque DST/Aids (0800-16-25-50) ou a página do CRT na Internet (www.crt.saude.sp.gov.br) para verificar qual a unidade de saúde mais próxima onde a campanha será realizada. O disque DST/Aids funcionará em horário especial, das 7h às 19h, diariamente, neste período. Em Bauru, participam da campanha 26 unidades.
Alerta contra o câncer
Alimentação nada saudável, noites mal dormidas, nenhuma prática de exercícios físicos, ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, tabagismo. Hábitos como esses, comuns no cotidiano de muitas pessoas, integram os fatores de risco que desencadeiam, entre outras doenças, o câncer. Para alertar a população sobre o tratamento e prevenção desta moléstia que chega a aproximadamente 500 mil casos ao ano no Brasil, celebra-se hoje o Dia Nacional de Combate ao Câncer.
Tipos mais comuns
De acordo com o mastologista José Roberto Fígaro Caldeira, pró-reitor de Desenvolvimento e Promoção à Saúde da Universidade Corporativa da Fundação Amaral Carvalho (FAC), instituição mantenedora do Hospital Amaral Carvalho (HAC), de Jaú, o tipo de câncer mais frequente entre a população, de maneira geral, é o de pele, não melanoma. Outros tumores mais comuns - cerca de 50 mil casos por ano, são os de próstata (entre os homens) e mama (nas mulheres).
Tratamento inovadores
O tratamento dos tumores sólidos, geralmente é feito com cirurgias, quimioterapia e radioterapia, de acordo com a indicação para cada caso. Esses procedimentos podem ser agressivos, dependendo da fase de desenvolvimento do câncer. O mastologista afirma que hoje há tratamentos inovadores e mais direcionados, como terapia com anticorpos monoclonais, radioterapia conformacional e radiocirurgia. Contudo, a prioridade é a prevenção, arma fundamental no que se refere a combate ao câncer.
Prevenção
Caldeira explica que as pessoas devem estar atentas às medidas preventivas, pois quanto mais precocemente o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de cura e de realização de tratamentos menos agressivos. O médico relaciona algumas ações importantes de prevenção, como praticar atividades físicas, manter uma alimentação de qualidade (muitas frutas, legumes e verduras, além de evitar carnes vermelhas com gorduras), evitar bebidas alcoólicas, especialmente as destiladas, não abusar de hormônios para o tratamento da menopausa (quando indicados), evitar o tabagismo e, se possível, ter filhos antes dos 30 anos e amamentá-los durante o primeiro ano de vida.